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Pés
no chão
A corrupção
incendiando Brasília, o povo no auge da indignação,
pronto para detonar protestos em todo o país, e vocês
fazendo gracinha e pensando que a crise possa ser escondida com
sátira e humor. Onde vocês estão, no mundo
da lua? José Janoíno, São
Paulo.
Engano
seu, Janoíno, estamos bem aqui, com os pés firmemente
plantados no chão. O humor, já dizia Coriano Lagos,
fere mais que a espada, e, com a ferida aberta, o riso é
ainda mais doloroso.
Arte
do Piauí
Há
uma informação errada na matéria “Artista
plástico é preso pichando a prefeitura” (edição
54), ao afirmar que Gabriel Conde foi escolhido como pintor revelação
na Bienal Regional de Teresina. Ele tirou o quinto lugar como
revelação. Como cultores da arte, e mais ainda da
verdade, achamos que a retificação se faz necessária.
Jovino Pascal Lima, Diretor da Bienal Regional
de Teresina, Teresina, PI.
Fome
e sapato
Pura demagogia
os protestos contra a publicidade do governo, que mostra um lavrador
com os pés no chão, a causa da discórdia,
segundo matéria na edição 55. Tanto o governo
quanto os que protestam não passam de hipócritas.
Se o problema é o pé no chão, que tal olhar
para a legião de miseráveis em todo o país?
Além dos pés no chão, eles vivem abaixo da
pobreza. Se for para escolher, barriga cheia vale mais do que
dez sapatos. Aloísio Moreira Barefoot,
Londrina, PR.
Velha
corrupção
Li com interesse
a coluna do Acácio Boring no último Sacolão,
em que fala da corrupção de que foi vítima
muitos anos atrás quando tentou entrar para a política.
Sou jovem, com 26 anos, mas não sou ingênuo, pois
sei que corrupção no nosso país é
coisa velha. Mas não sabia que era tão antiga assim,
e tão suja. Roberto Jefferson Moura, Juiz
de Fora, MG.
Põe
antiga nisso, Jefferson.O historiador Cassiano Telles Conceição,
em sua”História da Corrupção No Brasil
Antigo”, conta que já no encontro inicial entre os
descobridores portugueses e os índios, os primeiros não
entregaram os presentes prometidos e os segundos fugiram com provisões
contrabandeadas por um marinheiro.
Muitos
ratos
Finalmente
botamos o homem pra fora. Uma vergonha ele ter conseguido entrar,
não acham? Júlio Alvim, João
Alfredo, PB.
Achamos
sim, Júlio. Mas de qual homem você fala? Há
tantos que precisam ser arremessados pela janela e jogados numa
cela que a gente nem sabe quem escolher. Há muitas ratazanas
ainda, mas qualquer ratão enxotado já é uma
vitória.
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