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Perguntas
e dúvidas dos meus queridos leitores crescem nas cartas
na minha mesa e um pouco também no computador. Não
sou muito eficiente com esse negócio de e-mail, mas vou
respondendo na medida do possível. Eis as dúvidas
do mês.
“Coroa”
do interior
Moro
aqui numa cidade do interior e, além disso, sou o que eles
chamam de “coroa”, quer dizer que minha educação
sexual foi pequena ou nenhuma. Por isso apelo para a senhora para
esclarecer uma dúvida que me atormenta há muito
tempo: é perigoso o sexo de outro jeito que não
seja o “papai e mamãe”? Astolfo Temeroso,
Varginha, MG.
Minha
impressão, Astolfo, é que sua carta parece gozação.
Não posso imaginar que alguém, em pleno século
21, tenha esse tipo de dúvida. Seja como for, respeito
seus motivos. Em primeiro lugar, toda atividade sexual pode ser
perigosa, depende de onde é feita. Por exemplo, num carro
em alta velocidade, numa cachoeira, no armário da casa
da amante, num avião desgovernado, ao lado de uma serra
elétrica, e por aí vai, entendeu? Quanto aos tipos
de sexo, há dezenas deles. Os mais perigosos, para citar
apenas alguns, são “papai e empregada”, “papai
e titia”, “papai e vizinha” e “papai e
papai”.
Sexo na TV
Tenho
visto com espanto aquela gringa que fala de sexo na televisão,
sem papas na língua, explicando tudo, tudo sobre sexo aos
espectadores. Ela não é de todo ruim, mas, qual
é a novidade do programa dela? Tudo aquilo eu já
sabia há anos, pois aprendi, ainda criança, com
a Lurdinha Paixão, no Palácio do Prazer, aqui no
meu bairro. Carioca Esperto, Rio de Janeiro.
Parabéns,
Carioca Esperto. Quem sabe a tal Lurdinha Paixão não
anda vendo o tal programa na televisão?
Sexo no Planalto
Desculpe,
Madame Clean, se a minha pergunta não esteja diretamente
ligada à sua coluna, mas gostaria de saber sua opinião
sobre aquela “madame” de nome esquisito, Jeany Corner,
que “fornecia” garotas para as festinhas dos deputados
e senadores de Brasília. Tasso Dirceu Corner,
Brasília.
De
fato, Tasso, sua pergunta não diz muito respeito a mim.
Mas, como a essência da coluna é sexo e seu sobrenome
é bastante familiar (algum parentesco ou só coincidência?)
dou a minha opinião: ao “ferrar” as garotas,
nossos congressistas estão “ferrando” todos
os brasileiros, para usar alguns eufemismos.
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