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Como
correspondente brasileira da revista inglesa “Futile”,
talvez a mais prestigiada publicação de moda em
todo o mundo, escrevi maravilhas sobre a São Paulo Fashion
Week, realizada recentemente na capital paulista. Meu editor em
Londres, John Edward Faggot, ele próprio um estilista de
fama internacional, não cansava de me pedir matérias
sobre o evento: “Come on, you slut, more, more, more...”
(Vamos, bonequinha, mais, mais, mais...). Uma graça, meu
darling Faggot!
Cheguei a enviar, em apenas dois dias, nada menos que cinco reportagens,
12 minientrevistas e 48 fotos! E meu insaciável editor
querendo mais e mais. Fiquei exaurida de tanto trabalhar, mas
compensou, estou realizada. Em primeiro lugar porque recebi muitos
elogios da sede londrina, uma boa indicação para
a minha promoção profissional. Em segundo lugar,
por ter divulgado para todo o mundo a moda brasileira, atualmente
entre as mais respeitadas internacionalmente, capaz de se equiparar,
sem favor, à francesa, à italiana, à húngara
e à marroquina.
As fotos de nossas lindas modelos causaram sensação
na revista, notadamente as de Marialva Cochina, Philis Tuno e
Mary Joanna Vesano, que apesar da pouca idade (todas têm
13 anos!), já despontam para grandes carreiras nacionais
e internacionais. Claro que a grande atração foi
Gisele Bundestag, ainda a estrela suprema do nosso mundo fashion.
Entre os estilistas, o mais solicitado pela “Futile”
foi o genial e revolucionário Macedo Parvajola. Nenhuma
surpresa aqui. Formado no ateliê do lendário Reinaldo
Zamboa, Parvajola, meu querido “Vajolinha”, é
um astro da alta costura e se lançou em todo o mundo aos
19 anos, quando desenhou e confeccionou o vestido de casamento
da influente condessa italiana Giovanna D’Orinale Pieno.
Hoje, aos 21, está deixando o Brasil, contratado pela Maison
Paupiette de Paris.Uma glória, não?
Enfim, caras leitoras, cumpri minha missão em toda a linha
e divulguei para o mundo o melhor da moda brasileira.
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