Crítica dos críticos

Se há uma coisa na imprensa brasileira que piora a cada dia, essa é, sem dúvida, a crítica cinematográfica. Geralmente são papos furados, pedantes, pretensamente intelectuais, análises impróprias, informações erradas, escolha de filmes que só os aborrecidos Godards da vida gostam e entendem, enfim, um saco, pra usar linguagem popular. Tudo isso é para lembrar que seu crítico de cinema, Jean-François Silva, é um perfeito representante dessa escola: presunçoso, complicado, confuso e muito, muito chato. Sua coluna no último Sacolão é o melhor exemplo disso. Antônio Muniz Vianna, Rio de Janeiro.

Mistério

Uma coisa me intriga há muito tempo. Como é que o Sacolão, que está no ar há quatro anos, consegue se manter, sem banners, anúncios ou meios visíveis de sustento? Será que tem alguma mala preta ou cueca por aí? Qual o segredo? Fernando C.de Mello, Maceió, AL.

O segredo é o trabalho denodado, desinteressado e dedicado de todos os que aqui trabalham. No mais, Fernando, meta-se com a sua vida.

Ta faltando um

Depois que esta quadrilha tomou conta do nosso Brasil, fico imaginando quanto tempo vai demorar para que o longo braço da justiça, a dos homens e a de Deus, vai pegar pelo pescoço e jogar no olho da rua o chefe deles todos, que continua impune no seu trono em Brasília e falando besteira como sempre. Henrique Fernando Cardoso, São Paulo.

Chazerfleisch versus Goodson

Com total indignação, venho exigir direito de resposta, conforme a Lei 25.987.520 do novo Código Criminal, referente ao artigo do pretenso brasilianista Kenneth Goodson, cuja notória (e suspeita) misoginia tem produzido frutos os mais abjetos em suas colunas.
O infeliz texto (na edição 54 do Sacolão), eivado de preconceitos, não apenas ataca de forma covarde, chauvinista e grosseira nós, mulheres, como, além disso, denigre gratuitamente gregos, portugueses, espanhóis, eslavos e judeus. Por que judeus? E eu respondo: e por que não os judeus? Por acaso todos aí são anti-semitas ou é somente o Goodson?
Diante do exposto, aguarde o responsável a comunicação extrajudicial que em breve lhe fará meu advogado Maxwell Leftel Keit, cujo currículo inclui retumbantes vitórias judiciais para clientes envolvidos em mensalões, semanões, malas pretas e cuecas. Indignadamente, Elizabeth Grossman Chazerfleisch, Barueri, SP.

Calma, Dona Chazerfleisch, sua indignação não procede. O editor se desculpa pelo Goodson, que com característica intolerância e ira ítalo-britânica diz que é anti-semita, anti-americano, antifrancês e, nos maus dias, antitudo.

Até quando?

Quando é que lei vai agarrar e jogar numa cela esses falsos bispos que há anos iludem os pobres e bobos fiéis de suas igrejas? Sabe Deus há quanto tempo eles vivem carregando dinheiro em malas, sonegando impostos e zombando da polícia e do povo brasileiro. José Bispo Macedo, São Paulo.

Pois é, Bispo, com tudo isso que anda acontecendo em nosso país, há muito tempo já caiu por terra aquela ilusão de que Deus é brasileiro. Pura tolice: o Diabo é que é brasileiro.

Deputado ameaça

Tenho acompanhado as infâmias que a imprensa vem publicando sobre a nossa comunidade, a dos políticos, notadamente os de Brasília. Por isso, quero adverti-los desde já. Qualquer mentira, denúncia e insulto contra mim, por menor que seja, terá resposta imediata e violenta: levarei vocês à Justiça e, em seguida, à cadeia. Manoel Salim Odafas, ex-deputado, Brasília, DF.

O leitor Odafas está nervoso sem motivo. Nada temos contra o senhor... por enquanto.