Grandes dicas para
salários menores

Com freqüência, os leitores me escrevem se queixando do custo de vida, dos preços que não param de subir e dos seus salários que nunca dão para as despesas de casa. E o tal Fome Zero nunca aparece. Por isso, pesquisei muito em supermercados e outros locais e elaborei aqui uma lista de vários artigos, principalmente gêneros alimentícios que, embora não de primeira qualidade, podem muito bem ajudar no orçamento doméstico. Veja abaixo.

Arroz – O tipo 1, agulhinha, de primeira linha, anda muito caro, minha gente. O jeito é substituir por aquele quebradinho, que vem com alguns farelos e cascas (do próprio arroz, nada demais) e por isso é bem mais barato. Ele é vendido a granel e custa menos da metade do arroz bom. Famílias grandes podem economizar até quatro reais no pacote de cinco quilos.

Feijão – Quase a mesma coisa do arroz, e o segredo é evitar os empacotados e comprar a granel. Por isso, evitem os supermercados e procurem comprar em locais mais simples, vendinhas e quitandas perto de casa, que fazem o que o freguês quiser e do jeito que quiser. E o mais importante: muitos desses estabelecimentos vendem a crédito, por meio da tradicional caderneta. Uma vendinha aqui no meu bairro, no Rio, facilita o pagamento e vi lá um cartaz anunciando “Dois quilos de feijão em quatro pagamentos de um real!” Como ela, existem milhares pelo Brasil. Melhor que isso é difícil, minha gente.

Farinha – Quem não gosta de uma boa farofa, é ou não é? Mas a mandioca, embora abundante em nosso país, não anda lá muito barata. O jeito então é comprar na feira a mandioca inteira, deixar secar por dois dias e então moer bem fininha. Vira uma farinha gostosa e pura e custa bem menos que a empacotada.

Frango – Um pouco mais complicado esse item, entre os prediletos do brasileiro, agora que a carne está cada vez mais proibitiva e é só para quem ganha muito bem. Mas andei fazendo longas pesquisas e sugiro dois caminhos: comprar só aquelas partes menos nobre do frango e da galinha, como pescoço, pé e moela, ou então, comprar o bicho inteiro e vivo, matar e aproveitar praticamente tudo, descartando apenas as vísceras. Economia? Muita, minha gente, cerca de sete reais por quilo. (continua)