Historiador argentino
apresenta os gays
ao longo da história

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O prussiano nada prussiano, o marido vaidoso e o amante de Baco

Por Gaspar Zamboa
Editorialista júnior

Uma exposição mostrando gays de vários países e ao longo de cinco séculos, chega a São Paulo depois de percorrer com sucesso as principais capitais da Europa, Ásia e Américas. Com fotografias, gravuras, estátuas e objetos, a exposição é trabalho do historiador argentino Nestor Fischner Pelucchero, que levou 25 anos pesquisando e juntando tudo o que encontrou sobre o tema em mais de 80 países.
Pelucchuero disse que trouxe sua exposição a São Paulo para comemorar um novo sucesso da Parada Gay, da qual participou no fim do mês, junto com 146 amigos argentinos.

“Foi uma glória, ver tanta gente desfilando, descontraída, alegre, feliz, sem preconceitos, num congraçamento que é exemplo para o mundo. Fiz questão de que São Paulo fosse a primeira cidade brasileira a conhecer a minha exposição, uma homenagem a todos os gays de todos os países”, afirmou o historiador.

Surpresas e polêmicas

A exposição, inaugurada a semana passada na Galeria Pink Lettuce, na zona sul ficará na capital paulista até setembro, quando deverá percorrer mais seis cidades brasileiras, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Campinas, Pelotas e Teresina.

São cerca de 170 itens, mostrando os gays desde a Idade Média até hoje, principalmente em gravuras e pinturas, cujas reproduções demandaram dez anos de trabalho, pois muitas delas estavam em museus europeus e asiáticos e para serem copiadas precisaram de autorizações de governos e entidades particulares por serem raras e caras.

Segundo Pelucchero, a Idade Média foi o período mais pródigo em pinturas e gravuras de gays, algumas delas surpreendentes, “inesperadas revelações”, ele explica. “Em minhas pesquisas descobri que grandes figuras históricas, como papas, reis, guerreiros, pintores e músicos eram gays. De acordo com minhas pesquisas, o século 16 presenciou um esplendor dos gays. Essas descobertas, se não chegam a abalar a história, pelo menos causaram polêmicas e surpresa em todos os países onde minha exposição se apresentou”, afirma o historiador argentino. “Quem visitar a mostra vai ter muitas surpresas também, tenho certeza. Ainda mais se encontrar nela algum antepassado”.