Polícia faz blitz no
“castelo de taras”
e prende dezenas
de celebridades

Por Clarice Pucelle
Correspondente na França

Uma batida policial num castelo francês revelou uma ampla rede de práticas sexuais, prostituição e drogas, envolvendo celebridades internacionais, socialites, políticos, estrelas da televisão, música e cinema, entre eles, brasileiros e brasileiras.

Cerca de 50 policiais irromperam ontem pelos fundos do castelo, numa blitz secreta e planejada durante três semanas, e surpreenderam dezenas de convidados, a maioria usando nada mais que fitas coloridas no pescoço, que era para distinguir as diferentes “tribos” que semanalmente participavam das reuniões, provenientes de vários países.

Um dos policiais definiu a animada reunião como “digna de uma orgia da Roma Antiga, só que muito mais selvagem”. A imponente construção, que séculos atrás abrigava um convento religioso, é conhecida como “Château Douce Enfer” (Castelo Doce Inferno), fica nos arredores de Paris e logo foi cercada por uma multidão de curiosos, atraída pelo grande número de veículos policiais e pela informação de que havia entre os freqüentadores celebridades internacionais. Mas além da polícia, ninguém mais as viu, pois esconderam os rostos com cobertores, toalhas e cortinas quando foram levados para os camburões. Mas não escaparam de vaias e piadas da multidão, pois estavam todos sem roupas. Um estudante, chamado Jean-Pierre Bourbier, definiu o local como “castelo de taras”.

Três identificados

De acordo com o inspetor Paul Hameçon, da polícia parisiense, que comandou a blitz, o castelo estava sob vigilância havia várias semanas, depois que moradores da região denunciaram movimentação muito grande, música em alto volume, gritos de socorro, principalmente à noite, num local normalmente sossegado e dedicado ao turismo.

O veterinário brasileiro Paulo Marques Alvim, que faz um curso de especialização numa universidade próxima, estava entre o público que acompanhava com atenção a longa fila de freqüentadores que eram levados para os camburões. Ele disse que contou, por alto, cerca de 100 pessoas presas.

“Não quero fazer fofoca nem ser dedo-duro, mas consegui identificar pelo menos três, que não cobriram bem o rosto. Um deles era o astro de Hollywood Gary Molder, os outros, o deputado brasileiro Alberto Jefferson e a atriz de televisão Mirza Day”, garante Alvim.