Emprego em família

“Deus disse que a família é a nossa salvação. Por que então não nomear minha gente para me ajudar no Congresso?”

Severino Tamandaré, deputado federal por Pernambuco, justificando a nomeação de cinco irmãos, duas irmãs, dois tios, quatro sobrinhos, um cunhado e três amigos como “assessores culturais e econômicos” do seu gabinete.

“Estou sempre em movimento e me renovando. Quem fica todo dia com a mesma roupa é anti-higiênico ou um pobre diabo”.
Castor Anazatar, deputado federal, ao ser acusado de trocar de partido como quem troca de roupa.

“Eu troco de roupa diariamente, mas não de partido. E daí? Para dizer o mínimo, isso é desculpa de quem é politicamente um pobre diabo.”
Otar Hafiza, deputado federal de oposição, respondendo a Castor Anazatar.

“Embora o Severino seja um prato cheio e fundo para humor, creio que, mais cedo ou mais tarde, o filão vai acabar. Ninguém agüenta mais tantas barbaridades.”
Nilôr Fernandes, humorista, Rio de Janeiro.

“Estão fazendo muito alvoroço e demagogia sobre as chacinas do Rio. A coisa toda não passa daquilo que um professor amigo meu chama de ‘acomodação demográfica’: é preciso abrir espaço para quem está nascendo.”
Jamir Levino Moreira, delegado e sociólogo de Nova Iguaçu, RJ.

“Além dos Dez Mandamentos, que estão a exigir uma mudança radical, também a escolha do papa pede uma revisão em profundidade, sob pena de ameaçar os próprios fundamentos da Igreja Católica.”
Sérgio Augusto Quinto, Petrópolis, RJ.

“Um papa do Terceiro Mundo?! Não sejam ingênuos. Vocês já ouviram falar de algum demônio escolhido para entrar no Paraíso?”
Klaus Maria Bratwurst, teólogo alemão, para repórteres que lhe perguntaram, às vésperas da escolha do novo pontífice, sobre a possibilidade de algum cardeal do Terceiro Mundo ser eleito.