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Governo
importa
biscoitos russos
como reforço
para o Fome Zero
Por
Evilásio Vorochilov
Subeditor de Agronegócio
Cerca
de 20 mil toneladas de biscoitos russos deverão chegar
ao Brasil dentro de um mês, como reforço do governo
brasileiro ao Fome Zero. A importação faz parte
de um acordo comercial entre os dois países: em troca,
a Rússia receberá dez mil toneladas de soja, seis
mil de arroz e quatro mil de farinha de mandioca.
De acordo como Josival Teixeira Famelga, encarregado pelo Ministério
da Fazenda de chefiar a operação, a troca é
bastante vantajosa para o Brasil, pois “os biscoitos russos
possuem todas as vitaminas e necessidades alimentícias
do ser humano.Uma caixa deles, com 15 unidades, equivale a cerca
de 1.500 calorias, quase o total exigido para a alimentação
diária de um adulto. Como os biscoitos serão em
sua maioria distribuídos entre crianças e adolescentes
pobres, uma caixa por dia para cada um, durante um ano, será
mais do que suficiente”, garante Famelga.
Tempos
da guerra
O
biscoito, o mais popular na Rússia, foi criado nos tempos
da Segunda Guerra Mundial, quando o governo o desenvolveu como
alimento para os soldados que combatiam os nazistas que invadiram
o país e ameaçavam matar de fome a população
e os exércitos, cercados pelo inimigo.
Dotado de alto poder calórico e vitamínico, o biscoito
recebeu então o nome de “Soldado Feliz” e segundo
a história impediu que milhões de soldados e civis
morressem de fome durante o trágico cerco dos nazistas
a Stalingrado, que durou 400 dias.
Nos tempos de paz, após o fim do regime comunista, o biscoito
continuou bastante popular no país e recebeu então
o nome de “Criança Feliz”. É essa guloseima
histórica e altamente nutritiva que chegará em breve
ao nosso país para reforçar o programa Fome Zero.
“Naturalmente que vamos mudar a embalagem original, adaptando-a
ao Brasil”, afirma Famelga. “Já temos várias
sugestões para o novo nome do biscoito, entre elas, ‘Nordeste
Feliz’, ‘Todos Sem Fome’, ‘Adeus, Fome’,
‘Fome Nunca Mais’ e ‘Este Governo Alimenta’”.
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