| Gigantes
suspeitos
Sou engenheiro-agrônomo
aposentado e durante 25 anos fui subchefe de pesquisas da Inbrapa.
Fiquei surpreso com a reportagem publicada com destaque na edição
passada, sobre os legumes e frutas gigantescos desenvolvidos pelo
instituto. Embora tenham sido apresentados à imprensa nacional
e internacional como uma extraordinária conquista, capaz
mesmo de resolver o problema da fome em escala mundial, já
que uma simples espiga de milho pode alimentar 150 pessoas, a
coisa não é bem assim. Em primeiro lugar, os exemplares
exibidos levaram mais de dez anos para serem desenvolvidos e colhidos
e a pesquisa com eles data de 1987. Em outras palavras, um só
‘gigante’ desses leva mais de uma década para
ser desenvolvido, colhido e embalado. Para alimentar o mundo,
como anuncia o presidente da entidade, Paulo Augusto Aubergine,
seriam necessários anos e anos e anos de pesquisa. Por
isso, acho que tudo não passa de demagogia do governo,
além de desinformação e má-fé
do presidente que, para quem não sabe, nada entende do
assunto e foi nomeado para o cargo por questão política,
já que é advogado, e, claro, membro ativo do partido
governamental. Paulo Inácio Silvestri,
Penápolis, SP.
Incurável
A reportagem
publicada na última edição do Sacolão,
sobre o carioca que arrematou por 12 mil dólares uma foto
do ator Marlon Brando, é um retrato dramático e
lamentável do nosso pobre Brasil. Com tantos problemas,
tantas mazelas, dirigentes medíocres, corruptos e ineficientes,
tanta gente precisando de ajuda, e o tal Fag gasta essa fortuna
numa futilidade como essa. Não tem saída mesmo,
não há cura para este país. Errol
Flynn Carvalho, Natal, RN.
Pobre
Pernambuco
Fui deputado
federal durante três mandatos, representando o meu querido
Pernambuco. Tive votação recorde e jurei, pela lei
e a mim mesmo, que iria honrar a escolha do eleitor e ficar à
altura de tanta responsabilidade e confiança. Creio que
cumpri minha promessa. Quando olho agora para o atual Congresso
e vejo a que ponto chegou, com tanto cinismo e desonestidade,
fico envergonhado, aliás, como qualquer brasileiro responsável
e honesto. Amigos queridos meus vivem insistindo para que eu me
candidate outra vez e, segundo eles, eu seria eleito sem problemas.
Nem pensar. O que passei, o que enfrentei, as propostas indecentes
que me faziam, as ofertas de corrupção, que agora
atingem proporções inimagináveis, mostram
que devo ficar quieto no meu canto e recusar. Espero que este
meu desabafo sirva de exemplo para todos aqueles que pretendem
ingressar na política(por favor, não entrem) e sirva
também de desagravo para as críticas que surgem
de todo o país, chamando meu querido Pernambuco de “um
ninho de ratos da política”. Mauro Severino
Cavalcanti, Recife, PB.
Amém.
Abobrinhas
esportivas
Sou fã
de futebol e vejo tudo que aparece na televisão, até
mesmo aquelas chatíssimas mesas-redondas que os canais
apresentam no fim da semana. Mas apesar de admirador incondicional
do esporte, não agüento mais as abobrinhas dos narradores.
Um deles, um jovem rei do óbvio da chamada emissora líder,
diz coisas assim: “quarenta segundos de partida, zero a
zero”, entre outras tolices, mostrando que não sabe
o que dizer durante a partida, pois pensa que cada jogada, cada
lance, precisa ser explicado, como se o telespectador fosse cego.
Mas o que mais me incomoda e insulta minha inteligência
de brasileiro é a caipirice de todos eles, narradores e
comentaristas, tratando os times italianos como femininos: “a”
Juventus, “a” Roma, “a” isso, “a”
aquilo. Senhores, parem com este pedantismo, esta burrice servil
de Terceiro Mundo, e chamem os times como os chamamos por aqui,
pois isto ainda é o Brasil e não a Itália.
João Paulo Alvim, Patrocínio, MG.
Cadê
a Tânya?
Vim fazer
um curso de inglês na Tailândia e estou há
um ano e meio fora do Brasil, com as saudades de sempre. Felizmente
não sinto falta do SacolãoBrasil, pois o acesso
em Jacarta. Mas o que faz falta mesmo é a Tânya Elizabette,
com sua visão bem brasileira da chamada profissão
mais antiga do mundo. Durante cinco meses trabalhei num clube
noturno para pagar minhas despesas. Se querem saber, o sexo aqui
é selvagem e os clientes, mais ainda. A opinião
da Tânya é sempre importante para mim, por isso quero
que ela apareça mais vezes no site de vocês. Sônia
Terezinha Silva, ou "Lotus Flower Pussy", Jacarta,
Indonésia.
A
Tânya anda muito ocupada, Sônia, liderando um grupo
de “moças da noite” para fundar um sindicato
da categoria. Mas enviamos seu e-mail para ela, que respondeu
assim: “Agüente firme aí, querida, mesmo tão
longe do nosso Brasil, você pode contar comigo. Qualquer
coisa desonesta que façam com você, é só
pedir nossa ajuda. Beijos”.
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