Gaita de fole e uísque

A propósito da reportagem publicada no exemplar 47, sobre escocês que veio ao Brasil lançar marca de uísque e também um concurso para tocadores de gaita de fole, quero fazer uma queixa. Eu participei do concurso aqui em Natal e tirei o primeiro lugar, mas até agora não tive qualquer notícia sobre o prêmio que ganhei. Afinal, a promoção era séria ou brincadeira de algum escocês bêbado? Severino Cavalcanti Garrano, Natal, RN.

Era coisa séria de verdade, Severino. Acontece que você foi o 32º colocado no concurso em todo o Brasil e os prêmios eram concedidos até o 30º lugar. Mas já enviamos a você um prêmio de consolação, constando de miniatura de uma gaita de fole e uma garrafinha de uísque.

Petropolitana de sorte

Li emocionada a reportagem sobre a minha conterrânea Maristela Bonetti (Sacolão 49), que acertou na loteria ao se casar com um índio americano milionário. Sou prima dela em primeiro grau e gostaria que me dessem o endereço dela aqui em nossa cidade. Quem sabe a Maristela não me arranja um emprego nos cassinos, já que botou toda a família para trabalhar com ela. Maria de Fátima Teixeira, Petrópolis, RJ.

Não podemos fornecer endereços de entrevistados, Maria de Fátima. Contudo, podemos dar o nome de um dos dez cassinos do marido da Maristela. É o seguinte: The Sioux Fake Palace of Con, Las Vegas, Nevada, USA. Escreva para lá e boa sorte.

Rezem por todos

Aquela mensagem de Natal do índio africano, publicada na edição 47, dá o que pensar. Como defensor do meio ambiente, do verde, das árvores e da fauna, o tal cacique tem uma missão ingrata e inútil. Se aqui no Brasil estão dizimando as florestas e, com ela, índios, ambientalistas e e missionários, imagine lá na África. Rezem por ele e pela gente, antes que tudo acabe. Francisco Mendes Stang, Marabá,PA.

Pois é, Chico Mendes. Pedir ajuda a quem? Ao bispo, ao presidente, ao ministro? São todos omissos, com seus interesses falando mais alto que a sobrevivência das pessoas e das florestas. Restam a torcida e a esperança daqueles brasileiros sérios, vigilantes e responsáveis. Não parece, mas eles ainda existem em nosso país. Não é muito, mas ajuda.

A velha profissão

Não concordo com a postura da Tânya Elizabette, que na coluna Calçadas da Vida, no número 47, diz que é contra o projeto de lei que quer regulamentar a nossa profissão de prostituta. Não é mais legal a gente ter a proteção do governo e da Justiça, do que ser explorada a vida inteira, por todo tipo de gente, políticos , cafetões, policiais e clientes? Marylin Soraia Lemos, Brasília.

Tânya Elizabette diz que, veterana no ramo, já se cansou de promessas e que seria bom se a tal lei funcionasse. Mas como todas as leis no Brasil nunca dão em nada, ela afirma que prefere se virar sozinha a ter a “proteção” de advogados, policiais, deputados e juízes.