|
Lingüista
aprova
Resolvi
checar até que ponto vocês pregam mentiras para os
seus muitos e incrédulos leitores e mostrei a um lingüista
amigo meu o texto em suaíli publicado na primeira página
da edição 47, sob o título “Uma mensagem
de Natal dos povos da floresta”. Para minha surpresa, ele
disse que, relevando alguns problemas de colocação
de pronomes, o texto era mesmo na língua africana. Quem
diria, não?” Okefenokee Mboata Yoaara,
Cataguases, MG.
Asante
rafiki
Pouca
política
Tenho lido com freqüência o Sacolão
e percebi que vocês pouco falam de política, dos
partidos e seus membros.Muito menos encontro artigos e reportagens
sobre o governo em Brasília, os ministérios, as
maquinações de bastidores e todo o resto. Bertoldo
Borges de Medeiros Kringer, Porto Alegre, RS.
Já
temos problemas de sobra sem política, Bertoldo. Além
disso, Brasília e seus políticos são os maiores
concorrentes do Sacolão, cujo slogan, como você sabe,
é “o primeiro jornal de mentira do país”.
Virgindade
perdida
Depois de muita economia, finalmente comprei meu tão
sonhado computador, que possui todos os recursos modernos. Antes
de fazer minha estréia na internet, pedi a um amigo que
desse a dica de um site inaugural.Ele me indicou o SacolãoBrasil.
Querem saber a minha opinião de estreante? Arrependi-me
de ter comprado o computador. Rafael Lamponi Amorim,
Pelotas, RS.
A
coisa é assim mesmo, Rafael. Toda virgindade perdida é
muitas vezes dolorosa e traumática.
Omissão
imperdoável
A seleção dos melhores do ano na ciência,
elaborada pelo muito ilustrado Cornelius Klein, na última
edição, cometeu uma omissão imperdoável
: meu pai, Johann Mus Kiks, descobridor da enzima causadora da
doença do sono e do esquecimento, foi escolhido “Cientista
do Ano em 2004” pela Academia de Ciências e Desenvolvimento
Genético, de Bergen,na Dinamarca. No entanto, lamentavelmente,
ele foi ignorado por vocês. Gustav Mus Kiks,
Copenhague, Dinamarca.
Cornelius
Klein lamenta a omissão, Gustav, e explica que o prêmio
ao ilustre cientista foi concedido no final de dezembro do ano
passado, quando a seleção do colunista já
estava elaborada e pronta para ser publicada no SacolãoBrasil.
Inglês
rebaixado
Recado para o ministro Élson Surubim: acho que o senhor
não entendeu a sutileza do artigo do Kenneth Goodson, publicado
há alguns meses, no Sacolão, sobre
a decadência do inglês como idioma da globalização.
Aquilo era só uma brincadeira!
Aproveito para mandar um recado ao governo. Embora seja afrodescendente
(nome pomposo para esconder um preconceito histórico contra
os negros), não concordo com vagas reservadas nas universidades.
Isso não vai resolver nada.
Que tal baixar juros, gerar empregos, distribuir renda, pagar
idênticos salários para todos (homens e mulheres,
descendentes de negros, de índios de pobres e de brancos),
melhorar o nível das escolas públicas e dos professores?
Marcel Rocco Pitanga, Rio de Janeiro, RJ.
Goleador
do Boys
Eu me encontrava na Itália, onde fazia um curso de
arte em Florença, e ao voltar a São Paulo tive uma
grata surpresa ao ler o artigo de Kenneth Goodson (SacolãoBrasil
47). Ele abordou uma partida histórica de futebol de várzea
entre as equipes do Boys da Mooca e o Madre Alix. O que Goodson
não sabia é que o primeiro gol do Boys foi feito
por meu tio, Salvador Nepomuceno Silvério dos Reis, conhecido
como Silverinho. O gol inicial incentivou o time, que acabou vencendo
por três a zero o adversário, cuja prepotência,
típica das famílias ricas da época, caiu
por terra diante de dezenas de entusiasmados espectadores. Parabéns
ao Kenneth Goodson por trazer de volta um esquecido e importante
evento esportivo na história de São Paulo. Joaquim
José Silvério dos Reis, Piracicaba, SP.
|