Congresso na Amazônia
reúne expoentes da
astronomia internacional

Com exclusividade para o SacolãoBrasil, nosso correspondente na Comunidade Européia, jornalista Morazildo Paixão, sediado em Zurique, na Suíça, entrevistou o Prof. Carlos Magno Pinto, coordenador-geral do “XXIV Congresso Internacional de Astronomia e Astrofísica”, mega-evento científico a ser realizado entre os próximos dias 20 e 25 de dezembro no município de Oriximiná, Pará, às margens do Rio Trombetas. Segundo o cientista, o evento deverá reunir cerca de 20 mil astrônomos de diversos países e de quatro dos cinco continentes, que terão a chance ímpar de divulgar suas pesquisas de ponta envolvendo os mais recentes trabalhos de investigações mundiais, tanto na área da astronomia como nos campos da astrofísica e da cosmologia.

Segundo Pinto, o programa já está consolidado e constará de debates envolvendo questões de fronteira em todas as modalidades correlatas à astronomia. Ele próprio, como representante da Universidade de Moçambique, abordará o tema “Interação gravitacional dos buracos negros”. Esclareceu que sua apresentação enfocará prioritariamente o papel e a função da exploração científica dos buracos negros no desenvolvimento da ciência africana, sobretudo nos países da chamada África Negra.

O coordenador-geral informou que o representante dos Estados Unidos , Prof. William Overall Starman (astrônomo-chefe do Observatório da Universidade de Los Angeles, na Califórnia) discorrerá sobre o tema “Os parâmetros físicos de estrelas duplas, nova e supernovas”, que contará com a divulgação da cor, temperatura e o mapa astral das estrelas por ele estudadas e exploradas ao longo das últimas duas décadas.

Como representante da União Européia, já confirmou sua presença o destacado astrônomo Dr. Louis Leroi Versailles (Universidade de Paris 1), que apresentará extensa comunicação sobre “As interações termonucleares ocorridas no interior do Sol”. No entender do Prof. Pinto, “esta será uma das apresentações mais concorridas, tendo em vista que recálculos sobre a idade de formação do nosso Astro-Rei sinalizam claramente que ele não foi formado há 4,5 bilhões de anos, como se supunha, mas há 14 bilhões de anos. Por outro lado, estudos desenvolvidos pelo mesmo astrônomo indicam igualmente que o centro do nosso sistema – o Sol, uma estrela de 6ª magnitude – deverá existir por mais 200 milhões de anos para só depois esfriar completamente e deixar de emitir luz e energia”. E isso é absolutamente revolucionário de vez que “até há pouco tempo a ciência acreditava que o Sol deveria existir ainda por 2 bilhões de anos até sua completa extinção”, acrescentou.

O mesmo Pinto adiantou que o representante da Ásia, Prof. Dr. Ching Pang Zhe (Universidade de Pequim), apresentará revolucionária palestra sobre “As novas concepções filosóficas concernentes à formação do Universo”. O coordenador do congresso asseverou que o inusitado da apresentação do Prof. Zhe será a divulgação inédita das lucubrações filosófico-siderais realizadas por um dos astronautas (com formação dupla em engenharia aeronáutica e filosofia) que participou da recente e bem sucedida missão espacial chinesa. Vale lembrar que as autoridades governamentais da República Popular da China não permitiram a identificação e a divulgação do nome do astronauta-filósofo pelo fato de que, apesar de selecionado por sua competência profissional como piloto, da infância à juventude integrou a comunidade dos monges tibetanos onde obteve seu primeiro doutorado (Ph.D. em “Taoísmo e Cosmologia”, pela Venerável Universidade Lamaísta de Potala), antes do seu ingresso na Força Aérea da China.

Por fim, como representante da comunidade científica brasileira figura o nome do Dr. Waltênio Vanderly da Silva, atual Reitor da Universidade Federal de Oriximiná e é considerado o maior astrônomo brasileiro radicado na região amazônica. Entrevistado por telefone pela redação do SacolãoBrasil, o Prof. da Silva informou que sua comunicação, de título “Análise espectral das estrelas anãs usualmente empregadas na determinação da idade do Big-Bang”, trará importantes e revolucionárias contribuições científicas na área da astronomia e da astrofísica. Justificou a assertiva informando que, através de exaustivos estudos da estrela alfa da constelação do Cruzeiro do Sul (a mais brilhante e que é um sistema estelar duplo, ou binário, conhecido como estrela de Magalhães), ele e sua equipe de pesquisadores recalcularam a idade da ocorrência do Big-Bang (explosão inicial, que deu origem à formação do Universo). “E, ao contrário do que se acreditava até três anos, nossas inovadoras pesquisas indicaram que, na verdade, a idade do Universo é de 758 sextilhões de anos e não dos 453 quadrilhões de anos como fora calculado no início do século XX pela equipe liderada pelo genial físico Albert Einstein)”, concluiu.

Pelo lado brasileiro colaborou o repórter Ruy Porto, a quem o articulista agradece.


* Cornelius Klein perdeu parte da visão durante um eclipse total do Sol, como enviado especial à Mauritânia, em 1973, pela revista científica italiana Cavaturaccioli. Na ocasião, ele presenciou a morte por insolação de dois colegas astrofísicos, que estavam a seu lado, e não resistiram ao calor de 48 graus no oásis de Akjout.