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Escocês
chega para
lançar uísque e ensinar
como tocar gaita de fole
Por
Myra Bolanti
Editora especial de Orkuts
Como
um dos grandes consumidores mundiais de uísque, o Brasil
tem sido o alvo principal das destilarias escocesas na América
Latina. As marcas já consagradas há várias
décadas não precisam brigar pela preferência
do consumidor brasileiro, que tem seu paladar e sua escolha já
estabelecidos e, segundo estatísticas, raramente muda.
Pesquisas feitas pelos produtores da Escócia indicam que
os chamados de primeira linha, incluindo os envelhecidos de 12
a 36 anos, bem como os malt whiskeys , estão soberanos
na preferência dos consumidores mais exigentes e de maior
poder aquisitivo.
A coisa muda de figura quando se trata de uísque mais popular,
mais acessível ao bolso do consumidor brasileiro. Esse
segmento é o que enfrenta a concorrência mais acirrada,
com várias marcas disputando a preferência do mercado
nacional.
É nesse setor que a destilaria escocesa Highland Sweet
Mud está apostando ao entrar no mercado brasileiro pela
primeira vez, numa ampla campanha em que serão investidos
cerca de US$ 12 milhões.
A informação é do vice-presidente internacional
da destilaria, Sean Cannery Loch-Ness, que está no Brasil
promovendo a marca mais vendida da empresa, o Malt Mud Special,
cujas vendas o ano passado em todo o mundo atingiram a marca de
US$ 347 milhões.
Concurso
nacional
Jovial,
brincalhão, e bastante sangüíneo, como a maioria
dos escoceses, cuja vitalidade e coloração ele credita
ao consumo da “nossa maravilhosa bebida”, Sean Cannery
explica que a campanha promocional brasileira traz uma novidade:
um concurso nacional que vai premiar o melhor tocador de gaita
de fole. Ele trouxe nada menos que 140 gaitas de fole, que serão
espalhadas por 26 capitais brasileiras. O vencedor ganhará
uma viagem de 15 dias, com acompanhante, à Escócia
e um tour pelas 35 destilarias da empresa. O concurso será
divulgado dentro de três dias em jornais, televisão,
rádio e outdoors em todo o país.
Quanto à dificuldade que os não-escoceses têm
para aprender a tocar gaita de fole, Cannery diz que se trata
apenas de questão de adaptação ao instrumento.
“É como aqueles palitos que os chineses e japoneses
usam para comer”, ele explica. “De início parece
difícil, mas depois que você treina e se adapta,
tudo fica simples.”
Em seguida, ele pegou uma gaita de fole e começou a tocar
para os cerca de 80 convidados que foram ontem à noite
ao coquetel de lançamento em São Paulo. Cannery
se entusiasmou tanto ao interpretar canções tradicionais
de seu país que nem percebeu que, pouco a pouco, o salão
se esvaziou, até que ficaram apenas oito pessoas ouvindo.
As demais se refugiaram no anexo, onde dançaram até
a madrugada ao som de um conjunto que tocava música afro-brasileira.
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