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Todo
mundo viu o Presidente Bush gaguejar três vezes ao pronunciar
Abu Greibh, antes de acertar o nome da prisão onde militares
americanos humilharam prisioneiros iraquianos.
Uma grande falha de seu marqueteiro que, sabendo da dificuldade
do presidente em falar inglês, não o treinou suficientemente
para balbuciar uma palavra estrangeira.
Poucos sabem que o marqueteiro da Nasa foi acordado em plena madrugada:
‘’Os astronautas já desceram na Lua. E agora,
o que explicamos ao mundo?”, perguntaram os técnicos
por telefone.
“Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”,
disse o marqueteiro, que voltou a dormir.
É diferente do ghostwriter, que colhe da pessoa
fatos que realmente eles querem dizer.O marqueteiro cuida da roupa,
postura, entonação de voz e aparência pessoal.
“Hoje eu não posso, amor. Vou falar em público
amanhã e meu marqueteiro acha bom estar sem olheiras”.
O ex-presidente Bill Clinton fez coisas escondidas de seu marqueteiro,
logo com a estagiária que foi colocada lá justamente
para evitar desvios lúbricos - que parece ser a praga da
Casa Branca - e deu no que deu. O marqueteiro foi despedido. Como
não havia pensado em blowjobs no último
brainstorm junto com a equipe? “E por que não
mandaram o vestido da moça imediatamente para a lavanderia”,
berrou ele para a equipe estupefata e envergonhada, vendo o tape
da estagiária mostrando o vestido manchado com a prova
do crime para todo o mundo.
Ganham rios de dinheiro para descobrir coisas de adversários
e desafetos. Infiltram espiões e paparazzis no terreno
inimigo. É bom que se cuidem, contenham seus instintos
e calem a boca, é o conselho de um bom marqueteiro. Do
resto, eles dão um jeito.
Pior no caso brasileiro – não tanto em discursos
prontos – mas pelo fato de deixarem o Presidente Lula falar
de improviso, o que resultou em gafes nacionais e internacionais,
para satisfação de chargistas políticos e
colunistas de humor.
A verdade é que ninguém vai muito longe sem um bom
marqueteiro.
No Brasil, mais uma vez, cobrindo o segundo turno das eleições
municipais, empunhando minha Smith-Corona 1956, colhendo material
para minha coluna no Weekly News, de Iowa, deparo-me
com um fato inusitado: o marqueteiro do Presidente Lula, fazendo
um bico para a candidata a prefeita de São Paulo, foi apanhado
em flagrante numa rinha de briga de galos.
“Informaram-me errado”, disse. “Era para eu
entrar numa rinha de tucanos”, justificou.
De nada adiantou o “sabe com quem está falando?”,
frente ao delegado da Polícia Federal. Telefonou para o
Ministro da Justiça e foi aconselhado a procurar um bom
advogado. Recolheu-se em copas e confessou ser seu vício
proibido - quando todo mundo já sabia há muito tempo
que ele tinha esse desvio de conduta – estabelecido como
crime no Código Penal brasileiro.
Não foi jogado às traças e continua com as
contas da Presidência da República e grandes empresas
governamentais.
“Ele é bom no que faz, errar é humano e esqueçamos
isso”, foi o resultado da reunião às pressas
da equipe do governo.
E uma pá de cal foi jogada sobre o assunto em pauta quando
o Presidente Lula, calado até então, a conselho
de seu próprio marqueteiro, disse com voz roufenha:
“Ele foi o galo expiatório de toda essa história”.
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Stan O. Laurel é membro de 13 sociedades
mundiais protetoras de animais. Em 1978, na Espanha, irrompeu
na arena em plena tourada, foi vaiado por cerca de 15 mil pessoas
e por pouco não foi atropelado pelo touro E nas Filipinas,
em 1994, juntou 30 policiais e 200 simpatizantes e conseguiu impedir
um torneio internacional de rinhas de galo. |