Pesquisa milionária indica
2º turno na eleição paulistana

Com o objetivo de divulgar com três dias de antecedência (portanto, no último dia 30 de setembro) e elevadíssimo grau de segurança, o levantamento sobre a preferência dos paulistanos na escolha do próximo prefeito de São Paulo, o mais prestigioso instituto de pesquisas eleitorais do País – “Vox Dei” – investiu R$ 69 milhões na contratação de cientistas da mais alta qualificação profissional. Para isso abriu licitação internacional da qual sagrou-se vencedora a poderosa empresa de consultoria política norte-americana, a “Try Again”, com sede em Chattanooga, na Geórgia. É oportuno mencionar que a empresaa anteviu, com incrível grau de precisão, o resultado das eleições presidenciais para os EUA em todas as campanhas realizadas desde 1956. E o êxito no trabalho daquela consultora independente de pesquisas reside na montagem de equipes multidisciplinares compostas por cientistas internacionalmente consagrados por seus trabalhos, sobretudo os de natureza acadêmica.
Em princípio este articulista não cultiva o hábito de escrever sobre política. Exceto, obviamente, nas questões relacionadas à política científica e tecnológica. Neste caso, contudo, abri exceção de vez que a equipe de pesquisadores da “Try Again” trabalhando em São Paulo é chefiada por um antigo colega de Cátedra na Universidade de Lambaréné, no Gabão (África Equatorial). Trata-se do eminente estatístico ítalo-americano Dr. Pietro Mallazzarte, com quem também trabalhei como Professor-Visitante na Universidade Nacional de Burkina Fasso (África Ocidental). Para assessorá-lo nas pesquisas aí no Brasil, Mallazzarte montou uma equipe de notáveis pesquisadores em suas áreas de atuação. Reuniu nomes como Ferdinando Ulrico Bazzoffia (sociologia), Felisberto Píton Mezzabocca (ciência política) e Girolamo Perdigotto Schifosine (antropologia) todos igualmente de ascendência italiana, mas com suas respectivas carreiras acadêmicas consolidadas nos EUA.

Em troca de mensagens via e-mail mantida no último dia 30 de setembro, Mallazzarte informou-me que 37 candidatos disputam o cargo de Prefeito do Município de São Paulo. De acordo com o colega pesquisador, nomes de apenas 9 dos candidatos aparecem na lista da preferência dos eleitores paulistanos. Ainda segundo ele, os quatro primeiros colocados nas pesquisas encontram-se empatados tecnicamente e receberam 2,5% da preferência dos votos, com margem de erro de 2% para mais ou para menos. São eles: Márcia Natasha Cascagrossa (PCO – Partido dos Companheiros Operários), Josivaldo Testalarga (PDA – Partido dos Degredados Arrependidos), Bráulio Jardim Tartufo (PPP – Partido dos Políticos Persistentes) e Luzia Jacobina Mandacaru, que concorre pela legenda do PER – Partido das Entendidas Recuperadas.

A seguir, sempre segundo o resultado das pesquisas “Vox Dei” e com dados divulgados por Mallazzarte, aparecem com índices que variam de 1% a 0,33% (igualmente com variação de 2 pontos percentuais para mais ou para menos) os últimos cinco colocados: Bruna Filgueira Champagnat (PCR – Partido da Contínua Renovação), Paulo Dernierchou d’Amarante (PFA – Partido da Filantropia Acadêmica), Dra. Nair Cona Carneiro (PIST – Partido da Inclusão Social Total), Chico K. Tano (PPF – Partido da Preferência Feminina) e, por último, o candidato Hermínio C. Bento pelo PMA (Partido da Minoria Abastada). Os demais 28 candidatos receberam apenas um voto cada,dentro do universo pesquisado, que foi de 83.200 pessoas, e representa 1% do total dos 8,32 milhões de eleitores do município de São Paulo. Não souberam ou não quiseram opinar 5% dos consultados e os votos brancos e nulos totalizam 50,2%. Na mesma pesquisa, realizada entre os dias 25 e 27 de setembro, mostram-se indecisos quanto ao destino de seus votos 27,3% dos eleitores entrevistados e aptos a votar.

O Dr. Mallazzarte afirmou que o resultado das pesquisas aponta nitidamente para inevitável realização do segundo turno na escolha do futuro prefeito paulistano. Simulações feitas por computadores de última geração, todos trazidos dos EUA – e que trabalham com algarismos de até dezessete casas decimais – indicam que se o segundo turno fosse realizado hoje (disse, referindo-se ao dia 30 de setembro), o embate se daria entre os candidatos Cascagrossa e Testalarga. O vencedor seria Testalarga, com a diferença de apenas 0,000003% dos votos.

“Como matemático que sou, não consideraria vitória por margem significativa de votos. Isso porque 0,000003% aplicados sobre o colégio eleitoral dos 8,32 milhões já mencionados, indicaria vitória sobre sua oponente com apenas 25 votos a mais. O que demonstra que sequer em nível familiar Testalarga é o preferido, pois só na cidade de São Paulo residem 50 de seus familiares em condições de votar”, concluiu o renomado estatístico que dirige a competente equipe montada pela ‘Try Again’.


* Cornelius Klein, cientista, antropólogo e matemático, tentou a política na juventude e em 1933, aos 14 anos, chegou a ser eleito burgomestre-assistente da vila de Scheissebruck, Áustria, mas sua carreira como promissor político foi interrompida com a chegada de Hitler ao poder.