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“Minha
derrota foi a do cordeiro contra o leão, dos centavos contra
os dólares,do operário e da lavoura espoliada contra
o complexo industrial militar norte-americano. Rolou dinheiro
alto, muita corrupção e suborno nessa eleição.
Nós, humildes sem-terra, não tínhamos a menor
chance, pois o resultado já era esperado.”
Nikita Gagarin da Silva, candidato a prefeito
pelo Partido Sal da Terra, que ficou em 58º lugar.
“Fui
roubado, com certeza na contagem dos votos. Pelos cálculos
dos meus assistentes, só no nosso bairro eu tinha 150 mil
votos. Como é que acabei só com 2 mil?!”
Cipriano Boanerges, candidato a prefeito, que
ficou em 38º lugar.
“Vou
impugnar o resultado das urnas. Está na cara que houve
tramóia. Na eleição simulada que meu partido
fez no mês passado, fiquei em segundo lugar, com 30 mil
votos. De repente, apareço só com 280!”
Carlosmagno Penna, o “Silveirinha”,
candidato a prefeito, que ficou em 39º lugar.
“Me
candidatei só de farra, é que eu fiz uma aposta
com a turma lá do Bar do Guga e com a minha namorada, que
me gozou e disse que eu não tinha coragem. Gastei uma nota,
mas valeu a pena. Agora, vou zoar lá na Câmara.”
Claudiomir Frode, o “Chico Caipirinha”,
eleito vereador com 67 mil votos.
“Infelizmente
perdi o voto, pois o meu candidato, que era o mais elegante e
mais lindo de todos, nem apareceu entre os 20 primeiros.O resto
era um bando de buchos horro-ro-sos, sem qualquer finesse ou distinção.”
Claire LeMar Avallone, socialite e milionária,
lamentando a derrota do seu candidato a prefeito, Philip Gonçalves
Montezuma.
“Eu
não tinha grandes expectativas, só me candidatei
por imposição do meu partido, União Racional
Radical. Minha votação não passou de duas
dezenas. Mas na próxima eleição vou arrasar.”
Doutor Paixão, candidato a prefeito, que
ficou em 45º lugar.
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