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último dia 10 de maio o destacado paleontólogo argentino
Cristobal Lechuga y Zapallo anunciou haver localizado em escavações
arqueológicas realizadas na Patagônia argentina a
última peça anatômica que faltava para recompor
totalmente a montagem da estrutura óssea do dinossauro
Talenkauen santacrucensis. A informação
foi prestada em coletiva à imprensa na sede do Centro de
Arqueologia y Paleontologia de Calafate (província argentina
de Santa Cruz) onde, desde outubro de 2000, está sendo
montada a estrutura do esqueleto daquele curioso animal pré-histórico.
Entusiasmado com a importante descoberta científica obtida
por ele e sua equipe (liderada por sua assistente, a Profa. Luana
Guapa), Zapallo assegura que até o dia 30 de setembro (data
em que o centro completará 48 anos de existência)
estará concluída a reconstituição
final daquele esqueleto fóssil que conta com 47.834 ossos
distribuídos ao longo dos seus 15 metros de comprimento,
4,75 metros de altura e peso estimado em 3,5 toneladas.
De acordo com Lechuga y Zapallo (curiosamente graduado em Medicina,
mas com especialização em Homeopatia e que recebeu
seu Ph.D. em Paleontologia) a particularidade daquele animal que
habitou o sul da patagônia argentina em fins do período
Jurássico da era Mesozóica (ou seja, há cerca
de 213 milhões de anos e, portanto, 200 milhões
de anos antes do aparecimento dos primeiros hominídeos)
é que seu hábito alimentar era herbívoro
e não carnívoro, como a grande maioria dos animais
daquela época. “Outra peculiaridade –assinalou
o cientista – é que o corpo do Talenkauen
santacrucencis era revestido de pena, o que lhe conferia
inusitado aspecto físico de um híbrido entre um
descomunal jacaré e uma gigantesca avestruz, dos quais
suspeita-se descender através de longo processo de cruzamento
natural entre as duas espécies já existentes à
época”.
Na ocasião do bombástico anúncio, o eminente
pesquisador argentino fez questão de ressaltar que a comprovação
científica de sua assertiva requer execução
de pesquisas sofisticadíssimas e, por isso mesmo, onerosas
e de realização a longo prazo. Esclareceu que as
investigações científicas comprobatórias
se processarão em duas fases. A primeira envolverá
estudos do DNA do dinossauro e da sua compatibilidade com as espécies
das quais supõe-se descender. A segunda etapa implicará
clonagem, mediante emprego das modernas técnicas da genômica
e da engenharia genética, na tentativa de obter um animal
com as mesmas características genéticas do original,
porém com dimensão infinitamente reduzida em relação
ao Telenkauen.
Estimou horizonte de 10 anos para a realização das
duas diferentes etapas de trabalho e calculou investimento orçado
em US$ 248 milhões a serem aplicados no decorrer dos trabalhos
de investigação científica.
“Neste sentido – afiançou – já
encaminhamos amostras do DNA ao Instituto de Biologia Molecular
da Universidade de Goborone, na Botsuana, que além de ser
um centro de referência mundial no estudo de fósseis
do período jurássico, conta em seu banco de dados
com o perfil do DNA dos répteis e aves que viveram naquela
época.” Agora – afiançou – é
uma questão de liberação de verbas para as
pesquisas e o desenvolvimento de ‘softwares’ que possam
simular modelagens computacionais dos possíveis cruzamentos
genéticos havidos, no passado, entre as espécies
das quais possivelmente descendem as atuais Cayman (jacaré)
e Struthio (avestruz)”.
O pesquisador considerou prematuro mencionar detalhes da segunda
fase dos trabalhos. Admitiu, contudo, que poucos centros de pesquisas
internacionais de excelência poderiam realizar clonagem
com tal grau de complexidade. Alegando estar ainda em fase de
análise das licitações internacionais para
a escolha das entidades, evitou mencionar seus nomes. Admitiu,
contudo, a presença de propostas oriundas de importantes
centros de pesquisas genômicas existentes na Inglaterra,
Estados Unidos, Itália e no Zaire. De todas, segundo ele,
a mais bem aparelhada localiza-se em Kinshasa, no Zaire, liderada
pelo Dr. Kabengele Munanga, considerado o maior geneticista fóssil
do mundo. “Mas tudo depende do andamento da primeira fase
dos trabalhos e da liberação de recursos orçamentários
por parte do International Paleontological Committee, entidade
que financiou integralmente nossas atividades de fins de 2000
até hoje”, concluiu Zapallos.
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Cornelius Klein, doutor honoris causa em Paleontologia Africana
Setentrional pela Universidade de Bujumbura, no Zaire, atuou como
consultor técnico para o filme “A Grande Aventura
Jurássica” e participou da célebre expedição
a Madagascar, em 1951, quando encontrou, em perfeitas condições,
o fóssil de um Pytencrassus spielbergus titanicus, considerado
o maior de todos os animais pré-históricos. |