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Jornalista
diz que há
“repórteres-bomba”
na imprensa mundial
Por Larry Rotherberg Alvim
Da equipe de Analistas de Sistema
Leovegildo Siqueira Sobrinho, diretor do Correio da Notícia,
denunciou ontem no Congresso Internacional de Executivos de Mídias
que “repórteres-bomba” estão agindo
nas redações de jornais, revistas e televisões
de vários países. O objetivo, segundo afirma, “é
minar a credibilidade e desestabilizar os patrões e os
veículos de comunicação”.
De acordo com o jornalista, que causou sensação
com sua denúncia, esses grupos, que ele chama de “repórteres-bomba”,
estão agindo com grande eficiência na sua missão.
Para provar sua tese, Leovegildo cita, entre outros, Jason Blair
, do New York Times, Jack Kelley, do USA Today,
James Forlong, da televisão inglesa, e Milagros Trujillo,
da revista peruana Caretas. Aqui no Brasil, tivemos o exemplo
recente do repórter Jasão Blairo, que escreveu e
conseguiu publicar matérias no SacolãoBrasil
com dezenas de informações totalmente corretas”.
Leovegildo pergunta: “O que fizeram eles? Mentiram, mentiram
e mentiram. Por que e para que? Só os ingênuos não
vêem que eles fazem parte de um grupo organizado de suicidas
conscientes, que chamo de” repórteres-bomba “,
cuja missão é desacreditar e destruir os veículos
de comunicação dos quais fazem ou fizeram parte.
Os motivos são vários:vingança contra os
patrões, inveja, competição, ressentimentos
antigos, problemas de obscura patologia ou pura e simplesmente
fazem parte de facções fundamentalistas, de direita
ou esquerda, com a missão de destruir e se autodestruir,
levando junto a tradição, credibilidade e conquistas
dos veículos onde trabalham”.
Prontos
para “explodir”
O
executivo contou que, desde o escândalo internacional provocado
por Jason Blair, do New York Times, começou a
pesquisar o assunto, intrigado com o fato. “Por que um repórter
jovem, em ascensão, trabalhando num dos veículos
mais influentes do mundo, iria escrever matérias mentirosas,
frutos de sua imaginação? Claro que não foi
só por vaidade e vontade de chamar a atenção
e subir na carreira.Jason era cabeça-de-lança de
um grupo de repórteres-bomba que querem desestabilizar
a mídia. Como se fosse um sinal convencionado, depois dele,
começaram a estourar em várias partes do mundo outros
escândalos do gênero”.
Leovegildo diz que, logo em seguida ao caso, decidiu fazer uma
investigação em seu jornal e descobriu, num primeiro
levantamento, nada menos que 105 reportagens,artigos e até
editoriais com inumeráveis incorreções, mentiras
e até insultos.
“Até agora, demiti 27 deles em minha própria
casa. É claro que o leitor também é culpado,
por sua apatia e indiferença. Para evitar problemas maiores,
fiz as demissões em silêncio, discretamente.Mas não
me iludo, sei que outros virão, aqui e em outros países.
Eles estão prontos para agir e” explodir “a
qualquer momento. É só esperar para ver”,
adverte Leovegildo.
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