Os avanços na cura
do mal da vaca louca

Ao contrário do que se poderia imaginar, a longínqua e fria República da Mongólia - enclave situado entre o norte da China e o sul da região siberiana da antiga União Soviética (atual Federação Russa) - ocupa lugar de destaque no ranking das nações que mais investem no desenvolvimento da vacina contra o mal da vaca louca. Sua tradição nas pesquisas voltadas ao controle e combate de endemias bovinas e caprinas, remonta à segunda metade dos anos 40 do último século. Época em que seus rebanhos foram quase que totalmente dizimados pela Doença Bovina de Gêngis Khan (registrada na extensa literatura veterinária internacional sob a denominação GKBD, sigla de Genghis Khan Bovine Disease). Como àquela época a Mongólia ainda integrava território da URSS, o próprio articulista foi convocado pelas autoridades soviéticas para montar um laboratório de pesquisas que servisse de referência, no campo da Veterinária, para todos os países socialistas.

Assim, em 1946, meu assistente, Dr. Kokusay Dee Pung (ilustre pesquisador mongol, de cidadania japonesa) e eu, fomos incumbidos de montar um grande centro de pesquisas na Universidade de Bayertá, região central do país. Sua montagem e implementação envolveram investimentos da ordem de 375 milhões de rublos (cerca de US$ 830 milhões, ao câmbio da época). A excelência das pesquisas lá realizadas valeu-nos a indicação para o Prêmio Nobel de Fisiologia Animal em 1947. Láurea que não foi obtida por conta da existência da Guerra Glacial, que ainda açulava os blocos do ocidente e do oriente. Seja como for, relevantes trabalhos foram realizados e o mal então existente foi debelado. Com grandes benefícios econômicos, já que os dois primeiros produtos da pauta da exportação eram representados pelo fornecimento de carne bovina e do valioso cashmere produzido pelas cabras mongóis.

Com a implosão do sistema soviético-socialista as atividades de pesquisa foram descontinuadas. Contudo, devido à existência de sofisticados equipamentos e de uma equipe de pesquisadores de escol, os trabalhos foram reativados em 1998. Naquele ano, o Reino Unido registrou os primeiros casos do mal da vaca louca e encomendou-nos pesquisa na nossa tradicional linha de investigação científica. Nesse empreendimento, a Inglaterra aportou 750 milhões de libras esterlinas exigindo, como contraparte, que o governo mongol investisse quantia equivalente em tögrögs (lê-se "tugrik",que é a moeda local) na modernização dos equipamentos e das instalações. Em recursos humanos foi contratado contingente de 83 pesquisadores europeus de notória competência na área da biologia molecular, liderados pelo afamado médico veterinário norueguês Dr. Thor Nee Ket, que se subordina diretamente ao Prof. Pung.

Após quatro anos de pesquisas, os cientistas já estabeleceram uma inusitada estratégia de trabalhos em laboratório. E que consiste, em essência, "na retirada do DNA da saliva da Mandonna, a mais famosa cantora pop-star da Islândia. Passo seguinte, introduziremos as células coletadas numa vaca não infectada", informaram Pung e Ket.

Após este procedimento, os cientistas prometem observar o comportamento da vaca inoculada. Ao cabo de três meses, caso a vaca que recebeu o DNA da cantora não apresente os primeiros sinais da enfermidade - tremores, sudação, movimentos rápidos do globo ocular, aumento dos batimentos cardíacos, prostração diante dos touros sadios confinados no mesmo ambiente, seguida de sensação de relaxamento após a superação da fase aguda da crise -, "teremos de introduzir células-tronco obtidas a partir dos ossos da Messalina Augusta, que viveu nos primeiros anos do Império Romano e cujo tecido ósseo está conservado em algum lugar do sul da Itália". Os cientistas alegaram motivos éticos para não divulgar o local onde estão depositados os ossos, de vez que poderiam ser usados em experiências com clones humanos, agravando ainda mais a grave crise mundial de transmissão das doenças sexualmente transmissíveis.

Comprovada a infestação da vaca, o passo seguinte é atenuar a virulência dos anticorpos o que, para os cientistas, constitui a etapa mais fácil do processo. Isso porque o banco genético da Universidade de Bayertá, já conta com células-tronco do bondoso e piedoso Frei Belardo da Cósimo, prior do mosteiro português de Alcobaça, falecido no ano 2000 e recentemente canonizado pelo Santo Papa.

"Nossa certeza na obtenção da vacina eficaz contra o mal da vaca louca é reforçada pelo fato de, na atenuação do vírus, estarmos empregando como insumo material genético extraído do Frei Belardo que, em vida, foi o principal confessor de outra religiosa, piedosa e casta. Referimo-nos a Madre Pureza de Calecute, já beatificada, e que também foi finalista na indicação para o prêmio Nobel da Paz", concluíram os doutores Kokusay Dee Pung e seu inseparável e fiel assistente, Thor Nee Ket.


* Cornelius Klein, reconhecido niilista e fervoroso agnóstico, credita unicamente a sua mente científica todas as conquistas na carreira, mas não descarta o sobrenatural e a influência inspiradora e quase divina de Madre Pureza de Calecute nos extraordinários sucessos alcançados em sua pesquisa no combate ao mal da vaca louca.