No Chile, com Leonardo e Gisele

Billy Lima, criador e coordenador desta coluna, é cantor, compositor, escritor, cineasta e poeta repentista e conhece como poucos os bastidores do show business nacional e internacional. Ele apresenta hoje o depoimento de Cecílio Haroldo Bouvier, do Rio de Janeiro.

Minha mulher e eu estávamos de férias no mês passado no Chile e adoramos tudo o que vimos e experimentamos, principalmente os vinhos. Mas o ponto alto da nossa viagem aconteceu em Valparaíso, uma linda cidade perto do mar. Estávamos num restaurante modesto, chamado Los Mejillones, que não tinha muito movimento naquela noite. O ambiente não era muito iluminado e quando minha vista se acostumou, vi um casal numa mesa de canto que se beijava apaixonadamente, indiferente a tudo e a todos. Qual não foi minha surpresa quando, passando perto deles para ir ao banheiro, descobri espantado que eram nada menos que Leonardo DiCaprio e Gisele Bündchen.

Corri para contar pra minha mulher, que não acreditou, pensou que era brincadeira minha.Acabou acreditando e fomos para lá cumprimentar os dois. Peguei minha máquina fotográfica, minha mulher, que foi cantora na juventude, logo sentou na mesa deles e começou a cantar "Besame Mucho", homenageando o belo casal.

Leonardo e Gisele, muito simpáticos, gostaram tanto da homenagem que aplaudiram minha mulher e depois perguntaram se eu cantava também.Disse que sim, pois tenho boa voz e jeito para o espetáculo. Cantei "New York, New York" e "Torna a Sorrento" e foi um sucesso tão grande que todos os que estavam no restaurante me aplaudiram, até mesmo o dono. Leonardo gostou tanto que me pegou na cadeira e me levantou, me abraçando e beijando. Eu queria é que a Gisele me abraçasse e me beijasse também, mas ela só me aplaudiu.

Leonardo estava um pouco alegre demais, pois vi três garrafas de vinho na mesa dele. Depois tudo voltou ao normal, mas ao sair, ele parou na nossa mesa, pediu meu cartão e disse em inglês "See you in Hollywood", isto é, "te vejo em Hollywood". Estou matutando até agora, e esperando.Sonhar não custa, é ou não é? Acho que ele gostou tanto da minha voz que talvez me chame para cantar por lá, ou, quem sabe, até me apresentar a algum produtor de cinema.