| Vamos
em frente, aposentados!
Não entendo
essas reações iradas contra a decisão do
ministro da Previdência com relação aos aposentados
bem idosos. Acho que ele estava com boas intenções,
mas houve tantos protestos que foi obrigado a voltar atrás.
Sou de opinião que, com as exceções tradicionais,
o aposentado brasileiro reclama de barriga cheia. Que tal lutar,
em vez de ficar parado (geralmente na fila) à espera do
dinheiro do governo? Sou aposentado há cinco anos por uma
multinacional, recebo razoável aposentadoria, mas não
fiquei parado não. Aos 70 anos, estou dando duro na empresa
do meu filho, como um simples empregado. Vamos em frente, minha
gente! Reclamar não adianta nada. Paul Williams Berzoine,
Brasília, DF.
Você deve
ter lá suas razões, Berzoine. Mas o pai de um contínuo
aqui na redação nos contou que, nos últimos
anos de aposentadoria, a única barriga cheia que ele teve
foi barriga d'água.
Oferta ao Sexo
Zero
Li com muito interesse
a última coluna da Tânya Elizabette, que revelou
que até no "segmento das damas da noite" a crise
anda feia, não há público e por isso ela
chamou a situação de "Sexo Zero". Sensibilizado
e preocupado com a narrativa dela, venho humildemente me oferecer
para amenizar um pouco a crise. Enviei meu telefone e meu e-mail
para a Tânya, agora é só ela entrar em contato
comigo para a gente resolver a situação. Deusdete
Gomes Limeira, Ribeirão Preto, SP.
A Tânya
agradece o interesse do leitor, mas explica que ofertas assim
só vão complicar ainda mais o Sexo Zero. O problema,
explica, é dinheiro, e não amor e carinho, pois
isso ela já tem demais.
Cadê o teatro?
Sou fã de
teatro e apesar da crise atual, assisto até três
peças por ano. Por isso, estranho que o jornal de vocês
não tenha um especialista falando no assunto. Tem colunista
sobrando aí, até um tal de Tadeu Siber, que até
agora não entendi sobre o que ele escreve. Que tal mandá-lo
embora e contratar um crítico de teatro? Marcos Teodoro
Bonaventure, Magé, RJ.
Faz tempo que
procuramos um crítico de teatro, Marcos, mas não
achamos nenhum até agora. O último candidato pediu
uma fortuna para trabalhar no Sacolão, mesmo depois que
lhe explicamos que trabalharia algum tempo sem receber (a crise
na mídia também nos atingiu) e depois ficaria famoso.
Quanto ao Tadeu Siber, além do sucesso de sua coluna, ele
é também sobrinho do nosso diretor. Daí...
E cadê a
poesia?
Um jornal que se
diz de cultura e de intelectuais, como o de vocês, não
pode prescindir de poesia, ainda que num canto de página.
Vamos mudar, meus amigos? Nailor Varella, Recife, PB.
Quem disse que
nosso jornal é de cultura e de intelectuais?
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