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Pesquisadores
da mais respeitada instituição de pesquisa norte-americana
na área de clonagem, o Medical and Biological Center da
Universidade de Pensacola, no Texas, sintetizaram no dia 22 de
novembro o clone batizado de "cacaru-49", híbrido
obtido pela inclusão de células-tronco do estômago
de caprinos no DNA do mandacaru, cacto abundante naquela região
semidesértica dos EUA.
A informação foi prestada em entrevista exclusiva
ao SacolãoBrasil pelo chefe dos pesquisadores, Prof.
Bernard Van Dick Armbruster, que afirmou que "a comercialização
do clone recém-obtido poderá, no médio e
longo prazos, representar substancial apoio à erradicação
da fome na América Latina". Justificou sua afirmativa
lembrando que "nas regiões tropicais das Américas,
o mandacaru e o rebanho caprino são abundantes. Sobretudo
ao norte do México e sul dos EUA, bem como no polígono
das secas do Brasil".
Acrescentou que a escolha do nome "cacaru-2" deveu-se,
sobretudo, a fatores vinculados à biologia e à botânica.
Como o "revolucionário clone foi obtido pela inserção
de material vivo dos caprinos (caprum) nas células
genéticas do mandacaru (cereus jamacaru), eu e minha
equipe optamos pela aglutinação de sílabas,
denominando-o de 'cacaru'. Quanto à escolha do sufixo 49,
assim o fizemos pelo fato de nossa pesquisa só haver obtido
pleno sucesso em nossa 49ª tentativa", explicou.
Imediatamente notificados do êxito das pesquisas de vanguarda
realizadas pelo Dr. Armbruster, acionamos nosso repórter
especializado em C&T, Morazildo Paixão, que se deslocou
para o Estado do Ceará para entrevistar o maior especialista
brasileiro na área de clonagem, o Prof. Genivaldo Gileno
de Passos Freire Silva, titular do Centro de Pesquisas Biofísicas
da Ufeca (Universidade Federal da Carauari, no campus de Curicó,
CE). Entusiasmado com as pesquisas revolucionárias do proeminente
Dr. Armbruster, o Prof. Freire Silva informou que num prazo variável
entre seis meses e um ano, o centro que dirige terá condições
de absorver a tecnologia desenvolvida nos EUA e passar a produzir
em escala industrial o produto recém-sintetizado.
"Mas, para isso - advertiu - será necessário
o aporte orçamentário de US$ 4,3 milhões
ao longo dos próximos dois anos". O Prof. Freire Silva
concordou com as declarações científicas
do Prof. Armbruster, dando conta de que o "cacaru-49"
poderá efetivamente resolver o problema da fome no Brasil,
"sobremaneira por sermos ricos na produção
do mandacaru e no plantel de caprinos". Ressaltou, contudo,
que, por questão de tradição nos hábitos
alimentares dos nordestinos, a denominação do clone
deverá ser alterada para "bucaru", seguindo a
tradição praticada na ciência de aglutinar
siglas e que "no nosso caso envolveria buchada de bode com
mandacaru, dois dos alimentos mais apreciados na alimentação
humana e animal", esclareceu o cientista.
Lembrou, por fim, da enorme vantagem na ingestão humana
ou veterinária do novo alimento. Segundo ele, "por
conter alto valor protéico, baixíssimo índice
de colesterol e fibras alimentares num percentual aproximado de
43,847 %, é indicado na alimentação humana
na faixa etária dos 8 meses aos 93 anos e, na animal, sem
qualquer restrição à idade dos animais, sejam
eles bovinos, caprinos, ovinos, muares ou eqüinos",
concluiu.
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Cornelius Klein, que viajou ao Texas graças a uma bolsa
concedida pela Fundação Norueguesa de Apoio à
Transgenia Global, teve como colaborador o repórter Morazildo
Paixão, responsável pela pesquisa e tradução
do texto original. |