Será que dias melhores
virão para o aposentado?

Recebi uma carta muito simpática, e também calorosa, de Genivaldo José Clarêncio, de Varginha, Minas Gerais, leitor da minha coluna, perguntando-me por que, um aposentado tão cheio de idéias positivas e muitos bons conselhos, como eu, deu um nome tão negativo à coluna. Ele é de opinião que nós, os aposentados, já temos problemas de sobra para enfrentar e “Que Dia Chato” vai deprimir ainda mais esta vasta e miserável legião de brasileiros.

Em primeiro lugar, obrigado, amigo Genivaldo, pelas palavras elogiosas à minha humilde pessoa. Não sei se você vai concordar, mas vou explicar o motivo de ter dado esse nome à minha coluna. Em primeiro lugar, o objetivo foi o de chamar a atenção, não chocar, mas mexer com os brios e o marasmo de tantos e tantos companheiros de aposentadoria, que vivem, na maior parte, uma existência solitária, sem recursos e sem atrativos nos quatro cantos do nosso amado Brasil.

Quando meu velho amigo Ferrão, fundador e diretor do SacolãoBrasil, convidou-me para colaborar com o jornal, cotejamos juntos vários nomes para a coluna. Entre eles, “Alô, Alô, Aposentado!”, “Aposentados do Meu Brasil”, “Coragem, Aposentado”, “Salve, Aposentado Amigo” e o meu predileto, “Dias Melhores Virão, Aposentado”.

“Bobagem”, disse Ferrão, ponderando, não sem uma pitada de razão (e cinismo), que “Dias melhores para o aposentado é pura fantasia”, descartando assim todos eles e escolhendo o nome atual. Ele explicou que condiz mais com a realidade dos aposentados em nosso país e, por isso, vai tocar fundo na vida deles e, com certeza, desafiando-os e fazendo-os reagir à dura realidade em que vivem. Concordei com entusiasmo. E assim, tento ser fiel ao nome “Que Dia Chato”. Se estou tendo sucesso, só o aposentado e leitor amigo pode dizer.