Pesquisa "sexo no escritório"
revela:quase todo mundo faz

Por Vera Caspiana Durstig
Subchefe da nossa Equipe de Analistas de Pesquisas

A revista Prazer On-line, em convênio com os portais: Pleasures Unlimited e Gozo, acaba de divulgar pesquisa que fez pela Internet com 13.850 homens e mulheres. Entre os homens, 9.003 disseram ter todo tipo de relação sexual com colegas de trabalho. Entre as mulheres, 4.310 afirmaram que têm inclusive relacionamento homossexual, isto é, se relacionam com outras mulheres. O sexo entre colegas com cargos de níveis iguais é feito por 80% dos entrevistados; de níveis diferentes (chefe e subordinados), 12% e, entre membros do alto escalão, 8,16%.

Os locais onde o sexo é praticado são os mais diversos e inusitados: na mesa de trabalho, na mesa de reuniões, no sofá, nos arquivos, em depósitos, na cozinha, nas despensas, nos banheiros, nas escadarias, em armários e até mesmo em cima de uma caixa d'água no último andar de um prédio.

Casos inesperados

A socióloga Brenda Fischio Godere, que coordenou e analisou a pesquisa, explica que ter um caso amoroso ou sexual no local de trabalho é um estímulo que ajuda a enfrentar as tensões e obrigações do dia-a-dia e torna mais leve a jornada. "Mesmo quando esse relacionamento sexual é feito sob pressão ou ameaça de ser descoberto pelos colegas ou pelo chefe", ela afirma.

Godere explica que é muito difícil resistir à sedução do sexo no local de trabalho. "Além do apelo sexual fora da rotina caseira, há também como atração o elemento 'perigo", ou seja, a relação sexual proibida, que pode causar demissão ou até mesmo escândalo".

Um dos casos mais curiosos, narrado por um entrevistado anônimo, foi o do assistente da diretoria, que seduziu ninguém menos que sua superiora e fez sexo com ela no chão da cozinha, a poucos metros onde se realizava uma reunião com o presidente e vários executivos da empresa. Houve também o caso de um subchefe de seção que, à falta de outro local, levou sua parceira para o último andar e fez sexo com ela em cima da caixa d'água.

Outro caso inusitado aconteceu entre um dos executivos de importante firma internacional e uma jovem e bela faxineira, a quem ele prometeu um emprego melhor, com salário quatro vezes maior. O diretor não cumpriu o que prometeu e uma tarde ela irrompeu numa reunião de chefes de departamento e fez um escândalo. Ao contrário do esperado, somente o diretor foi demitido.

A pesquisa revelou também que, surpreendentemente, o sexo entre chefe e secretária é menor (82,17%) do que entre chefe e demais funcionárias (funcionários): 82,19%.

Outro resultado da pesquisa mostrou que a prática do sexo, segundo 34,8% dos ouvidos, deve-se pura e exclusivamente ao prazer, nada mais; 7% disseram que foi por fraqueza e 58,2% confessaram que o praticaram após promessa do chefe (ou da chefe) de que seriam promovidos.