Campeão de gravações
clandestinas diz que já
pagou pelo seu crime

Por Jucilene N. Leme
Chefe de Projetos Gráficos

O cantor rapper e especialista em garage rock Anthony Magellan, cujo sucesso mais recente, "Brasília é uma Festa",já vendeu mais de 300 mil cópias, afirma que já não deve nada à sociedade e à Justiça, depois de cumprir seis meses de prisão.O cantor, de 43 anos e cujo verdadeiro nome é Antônio Carlos Magalhães Coutinho, foi preso o ano passado, após participar de nada menos que 60 CDs gravados ilegalmente num estúdio clandestino na capital baiana e distribuídos para todo o Brasil.

Segundo levantamento da gravadora de Magellan, a Sunny Music, e dados conseguidos pela polícia, cerca de 700 mil exemplares foram distribuídos e vendidos em vários estados e apenas cinco mil foram apreendidos.

Carreira continua

"Fui louco em entrar numa aventura dessas", explica o cantor, ao lado da mulher, Clara Marie."Foi o meu empresário que me convenceu a fazer as gravações clandestinas com a promessa que meu nome seria divulgado em todo o país e ganharíamos muito dinheiro. Só que não contou com a vingança do assistente dele, que queria uma comissão alta, o empresário negou e o homem foi à polícia, denunciando a gente".

Magellan, que mora em Brasília e afirma ter muitos amigos no Congresso, entre senadores e deputados, diz que foi um senador bastante influente que o ajudou a se livrar da pena de prisão comum, transformada em prisão domiciliar. "Prefiro não revelar o nome dele, mas mostrou ser meu amigo e por isso devo gratidão eterna ao meu bom amigo senador."

O cantor diz que tudo isso é coisa do passado e vai se dedicar com mais afinco à carreira. "Paguei caro pelo meu erro, a lição valeu. Agora quero me dedicar de corpo e alma à minha carreira e aos meus discos. Chega de coisas clandestinas. Agora, vou fazer tudo às claras, e dentro da lei", Magellan garante.