Vidente e astrólogo prevê
ano difícil para o Brasil

Por Edwina Silvestrini
Subeditora de e-mails e mensagens eletrônicas

O vidente e astrólogo Sabrunilaman Bir Kilat, que garante ter previsto a morte de diversas celebridades mundiais, seis terremotos e um sem número de momentos positivos, afirma que o futuro do Brasil não será dos mais promissores em 2003, mas nem por isso faltarão acontecimentos que deixarão o povo e o governo felizes e não tão preocupados, como aconteceu durante todo o ano que passou.

Natural da Indonésia, mas vivendo há 20 anos nos Estados Unidos, Kilat veio ao nosso país para fazer na selva amazônica uma temporada de meditação chamada "djernih annutdjg", que quer dizer "coração transparente" em indonésio.

Perguntado sobre a controvertida afirmação de um ministro do novo governo de que o Brasil poderá ter também a sua bomba atômica, Kilat, conhecido pacifista, afirmou, em tom irônico, que o país terá este ano muitas outras "bombas": na economia, na política, na educação, nas artes e principalmente no que diz respeito à alimentação da população pobre.

"Com tantas bombas, quem precisa de uma atômica?", ele pergunta irônico.

2003 pouco melhor

Kilat, que veio acompanhado de dez monges assistentes, a esposa e 12 filhos, é um homem cordial e sorridente e não recusa responder às perguntas dos repórteres, por mais complicadas que sejam. No aeroporto, cercado por jornalistas, ele iniciou sua entrevista, que durou mais de uma hora, falando sobre sua carreira e as muitas previsões que acertou ao longo de sua vida. Muitas delas sobre devastadores terremotos ocorridos no Irã, Turquia e Uzbequistão, que previu com cinco meses de antecedência. Ele afirma que, entre as suas previsões acertadas, as que mais o chocaram foram as mortes do presidente John Kennedy, da princesa Diana, dos cantores e cantoras Tito Schipa, Alberto Rabagliatti, Buddy Clark, Adelina Garcia e Dany Dauberson, dos atores Yves Montand, Anthony Quinn, John Carroll, Kane Richmond, J. Edward Bromberg, Buster Crabbe, Mona Barry, Charles Middleton e Jack Lemmon e do ídolo pop de seu país, Dong Semut.

"Eram todos meus amigos pessoais e eu os visitava sempre que podia", conta Kilat. "Até hoje estou sempre em contato com eles em meus retiros espirituais", assegura.

"Antes de iniciar minha jornada ao Brasil, que é de meditação e também de férias, consultei meus livros, fiz reflexões profundas e fui em busca de inspiração e ajuda espiritual no Templo Kilat Manis (que quer dizer "doce relâmpago"), no alto de uma montanha da Indonésia. Por isso, posso afirmar que 2003 será um pouco melhor para o mundo e também para os brasileiros do que o ano que passou. Prevejo, como já disse, alguns problemas para o país, nada muito sério nem preocupante. As bombas serão muitas, no sentido figurado, claro, uma delas, a renúncia de um senador e oito deputados, e a prisão de outros cinco. Mas não há, pelo menos por ora, nenhuma bomba atômica de verdade no futuro do Brasil", afirma o vidente e astrólogo. "Embora eu não tenha conseguido engolir até agora o tal Fome Zero.Já no Oriente Médio, não garanto nada. Acho que muitas coisas podem explodir por lá".