Os intelectuais
e o elogio do lazer

Já que o tema deste nosso primeiro Sacolão de 2003 é o lazer, descanso, o dolce far niente, resolvi me integrar de corpo, alma e mente ao espírito das férias, sem nenhum trabalho. O motivo: além de não me cansar demais, não pretendo aborrecer meu leitor, que certamente está na praia, na montanha, no campo, sei lá onde mais. E não fazendo nada, absolutamente nada, além das coisas essenciais das férias: beber, comer,dormir e tentar seduzir a cunhada ou a vizinha... Então, em vez de comentar ou indicar livros chatos, decidi oferecer pérolas de sabedoria de gênios da humanidade, todos recomendando o essencial:nada fazer, fuja do trabalho e da responsabilidade. E não apenas nas férias! Eis alguns dos meus prediletos:

Quem não pode repousar não pode muito durar
- ditado popular

Para quem trabalha, Deus fez o descanso. E para quem não trabalha, também
- idem

Como qualquer homem de bom senso e sentimentos, eu abomino o trabalho
- Aldous Huxley

Cada trabalho é um desperdício inglório, tem cada esforço a marca do cautério
- Emílio de Menezes.

O trabalho enobrece, dizem. Grande tolice, o trabalho só cansa
- Manoel Apolinário Lima

Quando alguém lhe disser que o que tem conseguiu com trabalho duro, pergunte a ele: trabalho de quem?
- Don Marquis.

Quem não pode repousar não pode muito durar
- ditado popular

O lazer é a mais desafiadora responsabilidade que se pode oferecer a um homem
- William Russell

Não fazer absolutamente nada, e bem, requer paciência e sabedoria
- Lallo Bloombury

Poucas mulheres, e menos homens ainda, têm suficiente caráter para não fazer nada
- E.V.Lucas

Não trocaria minhas horas de descanso por toda a riqueza do mundo
- Mirabeau

Não me perguntem como, mas muitas fortunas do mundo foram feitas sem qualquer trabalho
- Anônimo.

Sou um fiel seguidor dos ensinamentos dos mestres. O meu predileto é este: "descanse em paz".
- Lallo Bloombury

Não há profissão mais absorvente que a vadiagem
- Eça de Queiroz

O trabalho é o refúgio de pessoas que não têm nada melhor a fazer
- Oscar Wilde