Cadeira, higiênico e vinho

A coluna Defecon (Defesa do Consumidor) foi criada para proteger você, leitor e consumidor. Ela é coordenada por Hércules Olhovivo, pseudônimo de Roberto Diniz Sé Mendonça, economista, advogado e especialista em pesquisa de preços. Mas a nova seção só funcionará se o leitor nos ajudar, denunciando abusos, alterações e omissões nos preços, pesos, embalagens, rótulos e todos os truques usados pela indústria e comércio para enganar o consumidor. Eis novas denúncias de leitores de todo o Brasil.

Cadeira gigante

Estou indignado com a revista Vamos Fazer Sozinhos, que ensina os leitores a construir coisas em casa seguindo os modelos que eles publicam. Decidi fazer uma cadeira que eles apresentaram na edição 13 e segui atentamente o que publicaram. Comprei madeira, pregos e todo o resto e dois dias depois de começar a fazer a tal cadeira comecei a desconfiar que alguma coisa estava errada. Mas toquei assim mesmo. Só quando terminei descobri a mancada deles. Minha cadeira tinha quase três metros de altura! Um absurdo, não acha? Quem consegue sentar num troço desses? Sou marceneiro amador e sei que o erro não foi meu, foi deles. E agora, quem paga minhas despesas? Aristides Boanerges Aragonês, São Paulo.

O Defecon entrou em contato com a direção da revista, que manda desculpas ao leitor. Aliás, a dezenas de leitores, que tiveram a mesma surpresa com a cadeira gigante. O diretor da revista, Antão Neves, disse que a causa do problema foi um erro tipográfico. Onde deveria estar "20 centímetros" para os pés, saiu impresso "2 metros". Daí a cadeira ter ficado tão alta.

No papel, um novo rolo

Pelo jeito, os fabricantes de papel higiênico vão ficar impunes neste governo.Será que o próximo vai ter força para multar ou processar essa gente que já não "maquia" mais e sim faz uma verdadeira "operação plástica" nos preços e produtos. Já enviei denúncias e protestos a jornais e revistas falando que os fabricantes fizeram de tudo e conseguiram enganar o governo e a gente: com o pretexto de perfumes e outros enfeites nos papéis, fizeram o "rolo" de sempre, cortaram 10 metros no tamanho e aumentaram os preços. Dane-se o consumidor, não é? Se há algo que fede no mundo do papel higiênico são os fabricantes. Carmen Lúcia Siqueira Lima, Nova Friburgo, RJ.

Ameaça vermelha

Quero protestar contra a marca de vinho Madurinho Rouge, que encontrei num depósito de bebidas aqui perto de casa. Comprei uma dúzia, pois o preço era muito bom, para comemorar o noivado da minha filha. Mas acabou sendo um desastre. Todos os nossos convidados e o pessoal da minha família passaram muito mal com esse vinho terrível. Um amigo nosso teve que ser até levado para o pronto-socorro com cólicas terríveis. A mancada foi minha, comprando uma droga dessas.O pior é que no rótulo não tinha o nome do fabricante, nada mesmo, só um telefone. Liguei pra lá e ninguém atendeu. Por isso estou enviando este protesto e denúncia para ninguém mais cair nessa furada. Elizondo José da Silva, Uruguaiana, RS.

Fica aqui o alerta do leitor Elizondo: cuidado com o vinho Madurinho Rouge!

Cadê o velho e bom leite?

Estou bastante preocupada com a grande e indiscriminada quantidade de leites que estão surgindo no mercado. Será que os leitores do Sacolão Brasil já pensaram nisso? É leite com cálcio, ferro, omega, beta, kapa, super isso, super aquilo, vitamina disso e daquilo e o que mais a gente pode encontrar. Qualquer dia não vamos mais achar o velho, tradicional e saudável leite de vaca, sem nada misturado nele, apenas leite. Por isso, fico me perguntando se esses leites todos não vão criar uma geração de mutantes e monstros como aqueles dos filmes de ficção científica. Myrtes Gomes Pagliaro,Governador Valadares, MG.

Palito ecológico?

Embora não seja bem visto pelas elites, o tradicional e muito útil palito continua indispensável na nossa vida, principalmente depois de um churrasco. Mas duas coisas sempre me intrigaram nos palitos: por que são tão baratos e de onde eles vêm? Das matas, da floresta, de onde? E quantas árvores são derrubadas para se fabricar uma caixinha com 200 palitos, por exemplo? Será que os seus leitores já pensaram nisso? Carlos Apolinário Guedes, Cascavel, PR.

Se nossos leitores não pensaram ainda, a partir de agora vão pensar, Carlos. Estamos todos de olho no meio ambiente.