|
Hello,
happy people! Aqui estou outra vez para mostrar a vocês
os caminhos que levam aos bons bares, locais noturnos e os petiscos
e salgadinhos para acompanhar drinques, papos simples, de negócios
e love and sex! Vamos aos melhores deste mês.
O Lua Nova, do meu querido amigo engenheiro e sommelier
Flá Gerber, foi inaugurado a semana passada e já
se tornou point obrigatório de jovens, que descobriram
logo três atrações na simpática casa
da avenida Getúlio Vargas: os incrementados e originais
drinques(o predileto é o Maddona Moon, mistura de licor
de jabuticaba, cachaça e uísque irlandês,
com um toque de gengibre), o "recanto do amor" (um reservado
só para os apaixonados) e as mágicas do garçom
Tadeu Bowling, que deixa a todos de boca aberta. Preços
mais do que acessíveis para um bar desta qualidade.
Nem
todo mundo, (até mesmo alguns jovens) curte excesso de
barulho. Como homem da noite, crítico de bares, restaurantes
e petiscos, posso afirmar que às vezes fico momentaneamente
surdo por causa do excessivo volume da música e do vozerio
de tantas casas noturnas.Foi pensando nisso que Fred Vaurien,
um experiente engenheiro de som internacional (ele foi o responsável
pelo som do filme "Le Beau Sarge"), decidiu criar algo
novo: o revolucionário Silence D'Or (Rua Avelar
Ribeiro Moura,335, Centro). Trata-se de um bar cujo volume sonoro
é controlado eletronicamente. A música de fundo,
apresentando peças clássicas do século 17,
é desligada automaticamente se ultrapassar 28 decibéis.
E as vozes e ruídos do público freqüentador
são "punidos" ao ultrapassar 32 decibéis.
Luzes vermelhas se acendem e todas as despesas das mesas têm
um acréscimo de 40%! Resultado: pode-se ouvir uma mosca
voando ou um palito caindo no chão, por assim dizer! Grande
idéia! Parabéns, Fred!
Mais
radical, o Hangover, que vai abrir suas portas mês
que vem, parece ter um objetivo inesperado: quer ficar famoso
pelos excessos. Isso é o que me adiantou em primeira mão
um dos seus oito sócios,o muito divertido Igor Rausch.
Além dos petiscos habituais da culinária alemã
(eisbein acebolado,salsicha à Riefenstahl, morango Glatze,
Radieschen Bonbon, espécie de rabanete adocicado), a nova
casa noturna da cidade terá bebidas do mundo todo, e a
mais "suave" com graduação alcoólica
de 98%.A atração do setor será a "vodca
Percova", que vem com uma pimenta dentro do copo. Coisa pra
macho mesmo. Boa sorte, Rausch, em sua nova e ousada casa.Tá
na cara que vai nascer vitoriosa!
Foi
o meu velho parceiro Carlo Fannullone, o homem que mais entende
de casas noturnas no Brasil (ele é dono de sete em São
Paulo e oito no Rio), que fez questão de me levar até
uma distante rua na zona oeste para conhecer um bar e restaurante
muito original. Trata-se do Serra da Boa Esperança
(Praça Serafim Mezquino, 36), cuja clientela é quase
que exclusivamente a terceira idade! As músicas são
escolhidas a dedo pelo proprietário, Roberval Antero Ribes:
gravações raras de Chiquinha Gonzaga, Gastão
Formenti, Vicente Celestino e Carlo Buti, entre muitos outros.
Os drinques são uma saudosa volta ao passado: cuba libre,
ginger ale special, gim tônica, samba em Berlim e o tokyo
bomb, o mais popular de todos, mistura de saquê, conhaque,
grenadine,uma colher de leite condensado e outra de groselha.
Às quintas-feiras, quando tem campeonato de bocha no clube
ao lado, a casa fica lotada. E os preços, para variar,
são também pura nostalgia . Vale a pena conhecer,
mesmo que você tenha menos de 70 anos.
Agora
um "petisco" diferente para meus leitores.Um escândalo
e tanto abalou a superchique Chez Gay, que se orgulha de
sua exclusiva clientela e de seus altos preços. Uma famosíssima
estrela de novelas da TV e um muito conhecido cirurgião
plástico quase se engalfinharam num dos reservados, depois
de um bate-boca furioso ouvido em todo o recinto. Voaram palavrões
e sopapos para todos os lados. Não fosse pelos seguranças
da casa, que chegaram a tempo, e a coisa poderia ter sido violenta
e até mesmo sangrenta. Um informante desta coluna me contou
que tudo começou quando o cirurgião, por sinal casado,
encontrou a teleatriz num camarote reservado beijando uma não
menos famosa cantora. A noite também tem dessas coisas,
não é só "vinho, mulheres e canções",
como diz o ditado. E até a próxima, tchurma.
|