| Eleições
2002
Saiba
a quem
conceder o seu voto

Por
O.B.J. Ferrão
Diretor do SacolãoBRASIL
Veículo
de comunicação de tradição e credibilidade,
o SacolãoBRASIL sente-se na obrigação, e
também imbuído de dever cívico, de orientar
e aconselhar seus leitores, que neste mês de eleições
são também, e principalmente, ELEITORES.
Temos recebido muitos e-mails e muitas cartas, todos com um só
pedido: ajudá-los a escolher em quem votar. Portanto, atendendo
ao clamor dos nossos leitores, apresentamos aqui uma espécie
de declaração de princípios sobre como e
em quem votar. Ela foi elaborada pelo nosso diretor O.B.J. Ferrão,
por sinal, ele próprio candidato a deputado federal (Ferrão
23981). Eis os nossos mandamentos para melhor escolher seu
candidato:
Saiba a origem do candidato. Quem é, de onde vem, para
onde vai, o que pretende, lutar pelo povo, se eleito, ou apenas
enriquecer no cargo.Se possível, pergunte isso a ele, pessoalmente.
Um bom teste para saber se é honesto ou não é
você ir até o comitê dele e imitar com a boca
o barulho de uma sirene da polícia. E prestar bastante
atenção na reação dele. Se sai correndo
ou se fica parado.
Se
você for mulher, bonita e atraente, finja um flerte com
ele para ver o que acontece, se é mulherengo ou homem sério.
Muitos candidatos, honestos e bem-intencionados, se perderam,
depois de eleitos, por causa de conquistas amorosas e sexuais
extraconjugais.Uma conhecida atriz de televisão, amiga
nossa, fez esse teste, chamado "seduza o candidato",
e o tiro saiu pela culatra. Ela é que foi seduzida pelo
candidato e hoje é deputada de oposição!
O
reverso também pode ser aplicado. Se você é
homem e pensa em votar em alguma candidata, ponha em prática
o mesmo expediente acima. Tente seduzi-la, para ver até
onde vão as convicções e integridade dela.
Mas a advertência acima vale aqui também: cuidado
para não virar deputado!
Se
você for homem e tem dúvida sobre a integridade do
candidato que escolheu, faça um teste. Arranje um encontro
com ele e leve uma mala preta. E dê a entender ou fale diretamente,
olhando para a mala preta, que os problemas dele estão
resolvidos. Ele pode não entender o que está acontecendo
ou então perguntar de cara, "Quanto tem aí
dentro?" ou "É o leite das crianças?"
Aí você descobre na hora.
Um
bom teste para saber a escolaridade dele é simplesmente
perguntar. Mas provavelmente ele vai enganar você, dizendo
que é formado nisso e naquilo e estudou na universidade
tal e qual. Quase sempre é mentira. A prova de fogo é
simples: escreva, ou peça alguém para escrever,
um discurso com palavras complicadas e veja como se comporta.
Se for analfabeto, você logo saberá, se não,com
certeza irá tropeçar nas palavras complicadas..
De um jeito ou outro, vai ser desmascarado. Mas, por outro lado,
não jogue peso demais na inteligência e erudição
do candidato. Muitos pilantras que pontificam na política
são formados em universidades.
Outro
teste para votar com consciência é se aproximar dos
cabos eleitorais do candidato. Procure o que lhe parece o mais
importante de todos e, como quem não quer nada, lance para
ele esta isca:"Sabe, companheiro, comigo votam com certeza
105 parentes e amigos lá do nosso clube de bocha (ou do
time de futebol, do grupo GLS, do sindicato dos caminhoneiros,
do nosso grupo teatral, você escolhe um). Mas estou em dúvida,
nós todos ainda não decidimos em quem votar".
Espere duas reações. Se o cabo eleitoral é
honesto, vai procurar convencer você com palavras, exaltando
as qualidades do candidato. Se não é honesto, tentará
outra coisa. Por exemplo, "Olha, meu amigo, estou autorizado
a oferecer até 200 reais por voto. O que você acha?"
A decisão é sua, caro leitor e eleitor. Mas cuidado,
não se deixe enganar. Tenho informação segura
de que já há candidato oferecendo até 500
reais por voto!
Portanto,
prezado leitor-eleitor, como vimos acima, não é
tão difícil escolher seu candidato e descobrir,
com expedientes simples e eficientes, se ele merece ou não
seu voto. Claro que nesta vida não há nada definitivo,
talhado em pedra, ainda mais tratando-se de política, políticos
e eleições. Aristóteles, o filósofo,
disse que "O homem é um animal político",
no que um humorista, hoje esquecido, acrescentou: "Mas tem
muito político que é um animal". Vote bem,
vote consciente. Boa sorte para todos. -- O.B.J.F.
|