Ambulante,
milionário e corrupção

"O f.d.p. disse que se eu colaborasse com o grêmio dos fiscais eu podia botar minha banca no meio da rua. Eu colaborei e a polícia veio e me deu uma cacetada na cabeça."
Januário José Silva, ambulante, que teve sua mercadoria apreendida pela sexta vez numa blitz no centro da cidade.

"Ela pode até me insultar, como fez na tal reportagem. Mas eu a amo e até perdôo, mas é bom ela não exagerar, senão eu conto o que nós três fizemos na cozinha."
Bob Morgan Teixeira, o cantor funk excluído do show "Casa da Mãe Joana 8", sobre Dirce Terezinha Alves, a bailarina sua parceira, que o chamou e a seu amigo, Toninho Devioux, de "veados enrustidos" numa reportagem na revista Taras.

"Algumas pessoas até que merecem atenção, mas a maioria é gente brega, vazia, artificial e sem qualquer sofisticação. No todo, minha estada foi bem menos proveitosa do que eu esperava."
A condessa francesa Lucille D'Auriac Mesquin Veilleuse sobre brasileiras e brasileiros com quem conviveu por 38 dias, como convidada especial do Festival de Móveis, Adereços e Decoração em Brasília.

"A culpa é da minha mãe, que casou com meu pai e me fez."
O assaltante Deusdedite Lima Gomes, o Trompaço, preso pela oitava vez ao tentar roubar um cego no centro da cidade.

"Ei, moço, descola aí uma nota pra minha cola."
José Sérgio Moreira, de 12 anos, que pede esmolas numa das ruas centrais da cidade.

"Ele engolia a vida sem mastigar. E em grandes pedaços. Até que uma fulminante indisposição existencial acabou com ele".
Jérome Armentier Gastillac, chef, gourmet e escritor francês sobre a morte, em seu restaurante, do amigo,o poeta estruturalista Serge Monteux Dessailly.

"Salve-se quem puder!As eleições vêm aí! Quem é esperto tranca o cofre, fecha o bolso e não atende telefone e nem campainha."
O empresário e milionário Gastão Affonso Tarir, considerado o maior doador brasileiro de campanhas eleitorais.