Bailarina brasileira foi amante de Bin Laden

Depois de uma noite
de sexo, ele me disse:
"Vou abalar o mundo!"

- Capítulo 5 -

Por Anthony Charles Carpi
Exclusividade para o SacolãoBrasil na América Latina

Após mais de 25 anos fora do Brasil, vivendo aventuras, amores, emoções, decepções e perigos que raras mulheres da minha idade poderiam sequer imaginar, de vez em quando algo forte e dolorido, e também gratificante, surge em meu peito e lá permanece por muito tempo: saudades do meu país, da família e da minha querida Niterói. Choro e sorrio ao mesmo tempo ao recriar na minha mente os dias felizes, as tardes ensolaradas na cidade da minha infância e adolescência, as amigas, os namoradinhos que a gente conquistava facilmente na linda Icaraí. Depois,íamos em bandos para o outro lado da baía, em busca das emoções mais fortes do Rio. Eu era uma adolescente, imaginava que aquilo era o máximo que uma garota como eu podia encontrar em sua vida.Mal sabia que tudo aquilo não passava de inocentes travessuras de criança. As grandes aventuras, os amores loucos, o sexo sem limite, os vícios, as drogas não estavam naqueles anos dourados, no outro lado da baía de Guanabara, mas distante dali, na Europa, no Oriente Médio.

Cora, velha amiga

Em dezembro de 2001, quando minha vida com Cher Bin já era coisa do passado e se tornara o homem mais odiado do mundo, topei bem em frente ao cine Arlequin, na Rua de Rennes, em Montmartre, com uma mulher que estava parada bem na minha frente e me olhava fixamente, sorrindo. Parei também, e então reconheci uma velha amiga brasileira, que aqui vamos chamar de Cora, e que não via há mais de 30 anos. Uma grande emoção, sem dúvida.Fomos para um bar de calçada, o célebre Deux Magots, em cujas mesas se sentaram algumas das figuras mais famosas do mundo, e ficamos durante horas relembrando o passado. E contei para Cora, a primeira pessoa no mundo a quem confidenciei meu segredo, que Hosama Bin Laden, o mesmo homem que dois meses antes, com uma devastadora explosão em Nova York, mudara para sempre a vida dos americanos, fora meu amante. Ela riu, pensando tratar-se de uma brincadeira, mas acabou acreditando quando viu meu rosto sério e decidido. Abriu por longos minutos a boca em espanto e quando se recuperou da surpresa, disse: "Não!!! Conte tudo, tudo mesmo!"

Sexo intenso

Durante três horas, de recordações da Cora e minhas, contei tudo sobre Bin Laden. Ou quase tudo. Nada falei sobre o lado dark dele, a ira de árabe quando, sem qualquer motivo, se julgava traído em seu amor e em sua paixão.Dizia coisas horríveis para mim, mesmo sendo eu inocente. Às vezes, era violento fisicamente. Era assustador. Sobre a questão do amor, faço sempre uma cruz sobre o peito, jurando solenemente que dediquei sempre total fidelidade a cada um, enquanto estava com eles. Repito e juro: fui e serei sempre fiel ao homem que amo.

Cora a tudo ouvia, atenta e fascinada. Uma banca de jornais próxima exibia dezenas de caras de Bin Laden, em jornais e revistas.Ele era o inimigo público nº 1 do mundo. Cora se espantava (e se deliciava) a cada uma das minhas lembranças, por mais insignificante que fosse.

Quando eu abordava o sexo, seus olhos se incendiavam, ela só dizia, "Sim! Sim! Sim!" Contei então que tudo, ou quase tudo, tinha sido delicioso. Fazíamos sexo em quase todos os lugares: no chão, no banheiro, uma vez na adega de Cher Bin em seu luxuoso apartamento nos Champs Elysées, na grande banheira de mármore e madrepérola, onde quer que nossa paixão nos levasse, e uma vez até mesmo na grama de uma pequena praça nos arredores de Paris.

Numa certa noite, de sexo intenso, para variar, na cama de meu apartamento, ele me beijou e, com o rosto sério, os olhos frios como poucas vezes vira, disse: "Eu ainda vou abalar o mundo". Não dei importância na ocasião. Anos mais tarde, após o trágico 11 de setembro, quando Bin Laden se tornaria o homem mais procurado do mundo, entendi finalmente o que ele quis dizer. Meu corpo e minha alma tremeram.

No próximo capítulo, o penúltimo da série, a Papoula revela: "Eu fui amante do Demônio!"