"Damas da noite,
filhas das trevas"

Um simpático e muito conhecido leitor escreveu pedindo meu endereço e de minhas amigas. Elas fazem parte do nosso popular grupo que meu amigo travesti Lady Eve costuma saudar assim, quando elas vão chegando ao bar que freqüentamos: "Boa noite, damas da noite! Boa noite, filhas das trevas"! É um gozador o Lady Eve. A gente se diverte muito com ele.

Mas vamos falar desse meu conhecido leitor, homem famoso e impaciente também. Um recado antes para ele: calma, darling, um pouco de paciência nunca fez mal a ninguém... Endereço não dou, nem o meu e nem das meninas da nossa turma, ainda mais aqui no jornal. Seria falta de ética e também eu estaria invadindo a privacidade delas. Nem morta, darling.

O que eu posso é falar aqui um pouco sobre elas, mas sem dar os nomes, só os "nomes fantasia", como gosta de dizer Mara Lúcia, a mais inteligente do grupo. Morena, alta, linda, 28 anos, estudante de comunicação, ela é a que nos dá conselhos, sempre que a barra anda pesada. Dalva A, como ficou conhecida (existe outra Dalva, não no nosso grupo, mas no tal bar, que a gente chama de Dalva B), é a única loura de verdade que eu conheço na noite, e amiga certa para qualquer momento.

Lucrecia, que apesar de seus 37 anos é a mais popular entre os homens, é também a mais fechadona. Não ri muito e nem fala muito, mas quando abre a boca é para dizer coisas que a gente precisa ouvir. É amiga para todas as horas. Cininha, de 22 anos, moreninha baixinha e linda de morrer, é a caçula da turma e não está nem aí pra nada, só quer se divertir e conhecer o maior número de homens. Diz que vai juntar dinheiro, muito dinheiro, para comprar um apartamento pra mãe, que mora em Juiz de Fora, e uma casa de praia na região dos lagos do Rio de Janeiro. Espero que os sonhos dela e das outras amigas virem mesmo realidade. E os meus também. Beijos, até a próxima.