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A
coluna Defecon (Defesa do Consumidor) foi criada para proteger
você, leitor e consumidor. Ela é coordenada por Hércules
Olhovivo, pseudônimo de Roberto Diniz Sé
Mendonça, economista, advogado e especialista em pesquisa
de preços. Mas a nova seção só funcionará
se o leitor nos ajudar, denunciando abusos, alterações
e omissões nos preços, pesos, embalagens, rótulos
e todos os truques usados pela indústria e comércio
para enganar o consumidor. Eis novas denúncias de leitores
de todo o Brasil.
Cadê
a pitanga?
Fui
bobo bastante para acreditar no rótulo de um suco da empresa
Jantal, que garantia que o produto era pura pitanga. Nada disso.
Talvez eles inventaram o suco total, ou seja, o gosto era de todas
as frutas, menos pitanga. Se você adora pitanga como eu,
fuja dessa enganação. Rômulo Bonfim Seráfico,
Maceió, AL.
Críticos
suspeitos
Acho
que devia haver uma lei, ou coisa assim, punindo esses críticos
de cinema que arriscam o nome e a cara para elogiar filmes que
são umas drogas. Não só os filmes que passam
nos cinemas, mas aqueles em vídeo e DVD. Os brasileiros
estão começando a entrar nessa, como os americanos.Será
que levam algum dinheiro dos estúdios ou só ganham
de presente o vídeo e o DVD? Outro dia aluguei um faroeste
americano numa locadora perto de casa e o que me influenciou foi
uma opinião bem grande, dizendo "O melhor filme do
ano!" Só quando cheguei em casa é que eu vi
de quem era a opinião. Era um certo Casper Guttman, de
um jornaleco de uma cidade perdida nos confins dos EUA, onde o
vento junta o lixo. Enfim, um completo joão-ninguém.
O filme, eu devia saber, era um dos piores do ano. Como eu, deve
haver muitos outros trouxas que caem nesses golpes dos estúdios.
Aproveito para dar o nome do filme para que outros não
entrem nessa. Chama-se "O Assalto ao Trem Parador" (Santa
Fé Rail). Cuidado com ele. Sergio Augusto Rosebudi,
São Simeão, RJ.
Rolo
no higiênico
Essa
é pra vocês aí do corajoso Defecon.O governo
não tinha botado os fabricantes de papel higiênico
contra a parede? Eles trambicaram nos rolos, que de repente foram
reduzidos de 40 para 30 metros, mas o preço subiu.Tomem
nota de mais um que anda enganando o consumidor: o papel higiênico
Veludo Azul, da empresa Everly, recém-lançado no
mercado, tem 30 e não os 40 metros habituais e seu preço
é R$ 3,30. Outro dia achei novo trambique. O papel marca
Leve está lançando rolos com 40 metros. Isto é,maquiando
o que já existia. Adivinhe o preço? Mais de 4 reais.
Como é que fica? Ninguém vai punir essa gente? Luís
Eduardo Bastos, Petrópolis, RJ.
Vaca
esperta
É
a segunda vez que sou enganado pelo laticínio VacaMansa.
Comprei o queijo minas deles, marca PuraNata, e não durou
dois dias ficou estragado. A data de vencimento ainda estava longe,
mas o queijo estragou muito antes.Não creio que seja culpa
da mercearia onde comprei, pois outros queijos, com data de vencimento
ainda menor, continuam frescos. Olho vivo nos produtos dessa tal
de VacaMansa. Maria de Fátima Teixeira. Rio de Janeiro.
Caninha
estranha
Sou
especialista em cachaça, não só como colecionador
mas também como consumidor.Embora goste mais de uísque
e licor. Quero alertar os consumidores para uma caninha chamada
Adeus, Mamãe, fabricada em Minas, que tem fama de coisa
boa, mas não é nada disso. Já por duas vezes
encontrei objetos estranhos na garrafa. Na primeira vez, foi um
clipe desses de escritório e na segunda achei um lápis
pequeno! Um absurdo, não? Acho que alguém lá
da fábrica está querendo enviar uma mensagem dentro
da garrafa para o consumidor tomar cuidado com essa cachaça.
Durval Winter, Coronel Veiga, RJ.
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