Bailarina brasileira foi amante de Bin Laden

Em Paris, as lembranças
e a agonia da Papoula
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Capítulo 3 -

Por Anthony Charles Carpi
Exclusividade para o SacolãoBrasil na América Latina

Em 1978, as primeiras tropas russas começaram a deixar o Afeganistão e no ano seguinte a retirada foi concluída.Vários guerrilheiros formaram grupos de combatentes que se espalharam pelo mundo, promovendo o chamado Jihad (guerra santa contra os infiéis, pessoas que não professam a fé).

Um dos líderes da causa era Osama Bin Laden. Foi neste período que fundou o grupo aldaeba, que significa "a base", em árabe. Transferiu-se para Cartum, capital do Sudão,país que enfrentava uma guerra civil.

Com a sua imensa fortuna, ao que consta, começou a patrocinar grupos terroristas de vários países, permanecendo no Sudão por cinco anos durante os quais participou da organização de ataques e atentados em favor do Islã.

Em 1991, Bin Laden acusou o governo saudita de abandonar os ensinamentos do Alcorão e aliar-se aos Estados Unidos contra o Iraque na Guerra do Golfo. O terrorista nunca se conformou com o fato de os infiéis (no caso, os americanos e seus aliados) terem pisado em terreno sagrado.

Em 1992 começou a planejar os ataques contra as tropas americanas estabelecidas no norte da África, na Arábia Saudita e no Iêmen.

Era a megalomania de alguém que sofre de ataques de depressão e euforia, quando está com muito dinheiro no bolso e já não se interessa mais por sexo e outras atividades menores.

Caçado pela comunidade internacional, Bin Laden foi acusado pelo governo dos EUA de ter participado da explosão de um carro- bomba no estacionamento do World Trade Center, em Nova Iorque - uma tarefa que pode ser considerada café pequeno se comparada com o que aconteceria depois - botar abaixo as duas torres do WTC e implodir o orgulho e a vaidade dos ianques.

Em 1993 foi o atentado contra Hoeni Mubarak, presidente do Egito. Em 1995, estava de volta ao Afeganistão, logo que o Talibã começava a expandir seus domínios territoriais no Afeganistão.

Apoiado pela milícia talibã, nesta mesma época fazia uma declaração em que conclamava os fundamentalistas islâmicos a atacar representações em todo o mundo. Já tinha perdido o juízo e bom-senso por completo.

Foi nesta época que o governo da Arábia Saudita cassou a sua cidadania. Tornava-se um cidadão do mundo sem pátria.Logo depois era responsabilizado pelos atentados às embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia. Era 1998 e 275 pessoas morreram, das quais apenas 12 eram americanas.

O caldo começou a engrossar quando o ex-presidente Bill Clinton ordenou ataques de mísseis que tinham por alvo o sul do Afeganistão. Mas Osama Bin Laden conseguiu escapar dos bombardeios. Segundo a CIA (é bom desconfiar dessa informação), Bin Laden já treinou 5 mil islamitas em campos no Afeganistão.

Provável opiófago

A partir de 1999, afinal, começou a ser procurado pelo FBI. Em setembro de 2001 veio a glória para este lunático: foi responsabilizado pela destruição do World Trade Center em NY e parte do Pentágono em Washington. O ataque foi um dos maiores e mais devastadores da história da Humanidade.

Os motivos de Osama Bin Laden variam - agora diz que toda a loucura cometida deve-se ao apoio que os EUA dão a Israel. Ele já avisava em agosto que iria cometer loucuras à altura de Bonaparte e Hitler, que acabou isolado em seu bunker e só chegou ao suicídio graças às fortes doses de morfina nos dias que antecederam a queda de Berlim.Não seria o caso de se perguntar se Osama Bin Laden vive dopado com algo mais do que ópio?

Ele talvez seja - e revelamos isso com exclusividade - um opiófago, isto é, sujeito que come ópio, além de defumar. Baudelaire era um deles, mas só fazia poesia e punha um casaco verde com que desfilava por Paris.

Ao pé da letra - está lá no Aurélio - ópio vem do grego e significa "suco de papoula". Trata-se de uma substância que se extrai dos frutos imaturos de várias espécies de papoulas e utilizada como narcótico. Produz adormecimento, embrutecimento,entorpecimento. É o que está acontecendo com Maria das Graças, a Papoula, que agoniza num ateliê de Paris.

Na próxima edição, Anthony Charles Carpi revela confidências e intimidades do diário de Maria das Graças Aymé, A Papoula, no capítulo 4: "Ele era um homem de paixões violentas"