Protesto me fez popular

Você tem alguma experiência para contar, que o fez famoso por alguns minutos? Então escreva para nós (e-mail, fax ou carta) e conte como foi. Hoje publicamos a experiência de Claudionor Libório da Silva.

Meu nome é Claudionor Libório da Silva, tenho 24 anos e trabalho no mesmo prédio do SacolãoBrasil, mas dois andares abaixo. Foi meu amigo do jornal, Ezequiel, o Ezê, que viu tudo o que houve comigo e me pediu para escrever isso. Não sei escrever mas o jornalista de lá, seu Carvalho, me ajudou. Aconteceu que eu e o Ezê íamos voltando pro escritório, depois de levar uns envelopes no correio, e aí apareceu na rua um monte de gente fazendo protesto, jogando pedra e quebrando janela dos carros. Aí chegou a polícia e começou a baixar o sarrafo em todo mundo. O Ezê tratou de se mandar, mas eu escorreguei no meio daquela gente toda e veio um policial e baixou o cassetete na minha cabeça. Foi uma dor danada e o sangue espirrou logo. Pensei que ia morrer, mas aí apareceram umas pessoas que estavam protestando, me ajudaram a levantar e depois apareceu logo o pessoal da televisão, que começou a me filmar de perto. Perguntaram meu nome, um cara de barbicha disse que eu era vítima da violência policial, levantou meu braço e toda a rodinha gritou viva, e o pessoal me filmando sem parar. A minha cara e a minha roupa estava tudo sujo de sangue ainda. Depois me levaram para a farmácia e fizeram os curativos. Puxa, foi de meter medo, mas melhorou quando de noite eu me vi no telejornal e minha família também. E meu amigo e vizinho, o Carlão, gritou da janela que eu agora era um cara famoso. Foi superlegal, mas doeu paca.