Com relação à notícia publicada na seção Marcas (Sacolão Nº 9), sobre a morte de meu saudoso marido Tadeu Lissetti, devo dizer que muito me sensibilizou a atenção dedicada a ele pelo seu jornal. Ele foi um dos mais promissores atores de telenovelas que o Brasil já viu, com o pseudônimo de Tad Liss. Seu passamento pegou a todos nós de surpresa. Estou em estado de choque até agora, um mês depois do acontecido. Por isso, decidi homenageá-lo, seguindo também a carreira de atriz. Sou jovem, bonita, alta, estudei arte dramática durante três meses e gostaria de receber ofertas no meu e-mail: futuraestrela@stairwaytoparadise.com. Meu nome artístico é Babydell LaFlor. A propósito, uma retificação: meu marido não caiu de uma árvore e sim de um coqueiro, e não foi no local citado no seu jornal, mas no Largo do Apito, na zona sul. Saudações. Liliana Silva Lissetti (repito meu nome artístico: Babydell LaFlor), Rio de Janeiro.


Aproveito a reveladora reportagem publicada na primeira página do último SacolãoBrasil, intitulada "Preso foge com mais 200, fica fora dois dias e volta feliz para a penitenciária", para informar a vocês e às autoridades sobre o seguinte: sou advogado e nos últimos 23 anos venho dedicando minhas atividades a libertar presos injustamente acusados e condenados. Mas agora a situação se inverteu. Eu e meus associados representamos 12.135 deles, foragidos de diversas penitenciárias no estado. Eles me autorizaram a negociar com as autoridades sua volta, incondicional, às prisões de onde fugiram. Além do temor de serem mortos pela polícia ou por rivais de crime,12.133 deles alegam que não têm condições, nem interesse, de viver fora das grades.Na prisão, dispõem de alimentação, ainda que horrível, cama, abrigo e segurança, mesmo precária. Envio a vocês esta oferta e gostaria que o bravo SacolãoBrasil servisse de intermediário entre meus clientes e as autoridades. Dr. Arquimedes Levorino Tostes, São Paulo.

Agradecemos a confiança do Dr. Tostes, mas infelizmente somos obrigados a declinar da oferta, por questão de imparcialidade. Contudo, indicamos outro advogado, sem qualquer ligação com nossa empresa, para servir de intermediário. Seu nome e endereço foram enviados ao advogado dos foragidos. Mas não nos furtaremos a um comentário sobre o caso:Não é à toa que nossas prisões andam superlotadas. A barra cá fora não está muito melhor que lá dentro, é ou não é?


Considero o comentário do especialista inglês Kenneth Goodson, publicado nesta edição, uma das mais profundas e reveladoras análises sobre a situação econômica não só da Argentina como de toda a América Latina. O homem conhece mesmo o que fala, o leitor comum entende tudo o que escreve, ao contrário de centenas de outros que vivem confundindo e tomando espaço nos jornais e revistas. Queremos mais textos do Goodson. Rocco Pulcino Grosso, São Paulo.

Obrigado, Rocco, o Goodson promete voltar a nossas páginas o mais depressa possível.


Agora peguei vocês no pulo.Como é que esse Rocco Grosso manda elogio a artigo publicado na mesma edição da carta? Sempre desconfiei que esta seção fosse armação de vocês, tudo não passa de invenção.Finalmente desmascarei vocês, não, seus loroteiros? Willy Esel, Salvador.

Nada é tão lamentável como a ignorância que se recusa a aceitar a luz, não é mesmo, Esel? Ou seu caso é de burrice pura e simples? Já ouviu falar em e-mail? Ou informática? Ou modernos meios eletrônicos de comunicação, terrestre ou via satélite? Duvidamos muito. Manda-se a mensagem hoje, ela chega ontem. Um ignorante como você ainda deve estar na idade do telefone de magneto... se é que sabe o que é isso. Tantos veículos de comunicação por aí e você vem atormentar logo a gente. Vá plantar bananeira de cabeça pra baixo pra fruta ficar vermelha, seu ciberidiota.


Estou curioso com uma coisa. No último SacolãoBrasil, minha predileta, a Tânya Elizabette, contou um divertido episódio ocorrido com ela, o dos orientais que se escondiam embaixo da cama dela. Salvo engano, eu já conhecia a história, contada como piada por um amigo meu. Salvador Riquelme Feschotti, Curitiba.

A Tânya garante que o caso aconteceu mesmo com ela, depois é que se espalhou e virou piada. Ela pergunta se, por acaso, seu amigo não era um dos que estavam escondidos embaixo da cama?