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O
sociólogo e homem de televisão Bertoldo Gaspar Hauser
Limongi está escrevendo livro em que analisa o fenômeno
das telenovelas brasileiras. Trabalho de fôlego, coisa séria
mesma, como de resto, tudo o que sai da mente privilegiada do
autor. Seu programa na madrugada da TV SulShow, "Mentes e
Corpos Que Brilham", é o melhor exemplo. Este colunista
teve acesso a um dos capítulos do livro, intitulado "Fama,
Anonimato e a Permanência do Nome nas Mentes Televisivas
do Grande Público", em que Limongi lança a
tese de que, em vez de tornar famoso o ator, a telenovela promove
o personagem. Ele dá como exemplo sua tia, fanática
por telenovelas: "Sempre que a filha dela queria falar sobre
determinado ator, minha tia não se lembrava dele. Mas bastava
mencionar, por exemplo, que era o Serafim Bontempo, da telenovela
"Fogo de Palha Seca", que minha tia logo reconhecia
e exclamava: 'Ah, agora já sei!' Daí, Limongi partiu
para sua curiosa tese. Não é brilhante, gente?
Não
é feitio desta coluna abordar assuntos de bastidores, que
muitas vezes só interessam àqueles que participam
deles. Mas não dá para ignorar a fofoca que corre
nos corredores, camarins e salas da cúpula (e, cá
entre nós, nos boudoirs, onde as coisas acontecem de verdade)
da TV BrasilShow. Aquela famosa, jovem e irrequieta apresentadora
platinada, aquele apresentador de telejornal que troca as frases
e um conhecido diretor de telenovelas se pegaram a socos e pontapés.
Coisa feia mesmo, a ponto de ser necessária a presença
da polícia, e até de uma ambulância. Parece
que o motivo (as versões são as mais diversas) foi
que o apresentador surpreendeu a mulher, atriz em ascensão,
"ensaiando" num camarim, altas horas da noite, uma cena
de sexo com a apresentadora e o diretor de telenovela. O maridão
não gostou do que viu, apesar das explicações
dos três, que alegaram falta de tempo para ensaiar a cena,
que iria ao ar no dia seguinte, na novela das 17h39 e por isso
faziam "serão" no camarim. Este colunista, sempre
atento, foi checar a explicação e de fato descobriu
que a telenovela teria uma decisiva cena de sexo no dia seguinte,
apresentação do último capítulo. O
problema é que a esposa dele estava com uma fantasia de
"mulher-gato", a apresentadora usava uma tanga minúscula,
nada mais, e o diretor, com um chicote na mão, gritava
que era domador de "gatas e feras". Portanto, nada a
ver com a trama da história. A telenovela "Alfarrábio
Amoroso do Alferes Edmundo", que anda atingindo picos de
8 pontos de audiência, é baseada em romance clássico
setecentista do escritor polonês Slonina Stary, em bela
adaptação de Giuseppe Felício Pollaio.
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