Tangas de enfermeiras
abalam corações e sexo

Por Dorival Barnard Kinsey

O Hospital Geral , um dos maiores da zona leste, tem uma nova preocupação, além da saúde dos seus pacientes: o sexo, ou melhor, as tangas usadas pelas enfermeiras. Foi por acaso que um dos cardiologistas do hospital, Zacarias Eufrates Netto, descobriu como a roupa das enfermeiras afetava o estado dos pacientes, principalmente aqueles internados no setor de cardiologia.

"Eu estava no quarto de um pacientes", conta Netto, "atendido por uma das enfermeiras e percebi que a freqüência cardíaca dele se acelerou bastante quando ela se afastou até a mesa dos medicamentos. Estranhei aquilo, pois a saúde dele há muito era estável e sob controle". De acordo com o médico, o homem não tirava os olhos da enfermeira que, de costas, cuidava dos remédios.

"Só então", continua Netto,"percebi que, sob o uniforme branco de tecido fino, a tanga que ela usava era bem visível. Eis o motivo da alteração nos batimentos cardíacos do homem", diz o médico com um sorriso significativo.

Protestos

O episódio foi o primeiro notado pelo cardiologista, mas não o único no hospital, onde casos semelhantes já haviam acontecido e relatados por outros médicos, sem que se soubesse o motivo. Um deles, ocorrido com a enfermeira Daysy, uma das mais bonitas do hospital, por pouco não causou a morte de um paciente com sérios problemas cardíacos. Até que o testemunho de Netto esclareceu tudo.

Gabriel Lavoisier Gevant, superintendente do hospital, conta, meio constrangido, que decidiu se certificar definitivamente e fez o que chama de "checagens" entre enfermeiras e pacientes, mas "tudo discretamente", ele garante.

Confirmada a relação entre as roupas e as alterações no estado de saúde dos pacientes, Gevant, em princípio, pensou em proibir o uso de tangas, tendo realizado uma reunião com a equipe feminina. Mas os protestos das enfermeiras foram tantos, e tantas as acusações de machismo, prepotência e invasão de privacidade, que ele preferiu outra solução: "Elas podem continuar a usar tangas, mas a partir da semana que vem, todas as 52 enfermeiras do hospital terão de vestir uniformes com tecidos mais grossos.E azuis, não brancos". Por via das dúvidas, segundo explica Gevant, "estendi as medidas também para os enfermeiros".