Quando a cultura se expande

Em colunas passadas falei de Tony DiFag. Pois é, volto a ele mais uma vez, pois o homem é sempre notícia. Ele foi contratado pelo milionário Gardenor Raimundo Floy, o rei do limão, a idealizar sua fantástica mansão em Ilha Nova,que terá, só no piso inferior, mais de cinco mil metros quadrados. Sem falar em 18 quadras de tênis, 11 de bocha, três piscinas, quatro campos de futebol e um jardim em forma de meia lua com 25 mil metros quadrados Meus informantes revelam que o megamilionário deu carta branca a DiFag e exigiu apenas que o estilo da mansão seja o mesmo do palácio de Versalhes.

Na próxima edição vou falar sobre outro espaço, o Centro Cultural Elianor Tomasino, do meu amigo marchand e amante da cultura Diego Lillibelli. Foi ele que me ciceroneou num inesquecível tour por Florença, Tegucigalpa e Fildadélfia. Mas voltemos ao trabalho. Num galpão de dimensões reduzidas, com apenas 850 metros quadrados, ele conseguiu montar um mundo de obras de arte e atrações de esbugalhar os olhos. Aguarde que vou contar os detalhes.

Tudo pronto para a inauguração, semana que vem, do Salão do Espaço e do Móvel Exclusivo, que vai contar com nada menos que 50 expositores, entre os mais representativos do setor. O mezzanino, com 600 metros quadrados, teve criação e design de três dos nossos mais jovens e badalados decoradores, Gabe Lima, Marlon Deuda e Affonse LePois. O local foi pensado, planejado e construído com inteligência e arte de vanguarda. Mas nem tudo é perfeito: aquela horrível favela, bem ao lado do prédio do salão, vai provocar, e com razão, comentários negativos dos críticos internacionais que virão julgar as obras da exposição. Eis o nosso Brasil: o belo e artístico lado a lado com o miserável e acintoso.