Dupla country, melodias
e um gênio que chega

A Distribuidora Free Art, na pessoa de seu diretor Nailor Manuel Affonsini, sempre cavalheiresco, me enviou um box com quatro vídeos da dupla country Zé Merenda e Passa Três, entre os mais populares da atualidade e que há sete meses não saem das paradas de sucesso. Dois dos vídeos mostram a vitoriosa turnê que a dupla fez pela Bolívia, Paraguai, Honduras e Argentina, quando foram vistos por mais de 2 mil fãs. No lado artístico, imperdível, bem como na qualidade técnica, já que os vídeos foram mixados nos Estados Unidos. Para se ter uma idéia do cuidado e do respeito que a dupla tem com seu público, eles próprios levaram os originais do show para os Estados Unidos em seu jatinho.

Já que música é o assunto, vale a pena registrar o lançamento em vídeo da coleção Um Milhão de Melodias, dez filmes maravilhosos apresentando obras dos grandes mestres, na interpretação do conjunto de câmara italiano Il Chiasso. Entre os compositores, todos do século 15, estão Vittorio Tulipano, Guido Guancia, Albertino Cavolo, Ira Moys, Moshe Chazerfleisch e Jules Gramophon. Como se o conteúdo já não fosse deslumbrante, a distribuidora Chiluf (obrigado pelo lindo presente, Guedes) caprichou também na embalagem: uma caixa vermelha e magenta imitando um violino. Coisa de Primeiro Mundo, gente.

Um dos prediletos dos críticos franceses, que o consideram superior até mesmo a Fred F. Sears e Jules White, o diretor e produtor americano Wilford Beebe chega finalmente ao Brasil via três vídeos inéditos: "A Montanha dos Quatro Esqueletos" (Woman in Doubt), feito em 1934, "Trágico Assassinato" (The Little Cow), de 38, e "A Vingança da Pantera Sagrada" (Goodbye Sweetheart), de 41. O melhor deles é o segundo, em que se pode notar o estilo seco, agressivo e repleto de simbolismo de Beebe, um dos mais injustiçados cineastas do passado. Sobre o filme, o crítico francês Renaud Dindon disse, com o brilhantismo de sempre: "Esta obra, de estranha e sombria beleza, tem a profundidade de Mitomi Rakkagasa, a espiritualidade de Dietrich Hagel e a leveza histriônica de Juan Martillo".