Caipiras e música deprê

Está se tornando um fenômeno o sucesso da dupla Nhocuné e Cumoé, até o ano passado, ilustre desconhecida. De repente, com três músicas, os dois estouraram em todo o Brasil. Seu último hit, "Suas Lágrimas Não Me Enganam, Cabocla Fingida", já é o segundo CD mais vendido no país, com 450 mil cópias em apenas dois meses. No duro início de carreira, Robério Gomes Caredo e Michel Zalouf Himar, os nomes verdadeiros de Nhocuné e Cumoé, chegaram a pensar em desistir da música e voltar para o escritório de contabilidade onde trabalhavam.O sucesso é mesmo imprevisível, não?

Por falar em música caipira, o trio Zé do Bico, Mé Periquito e Lorde Taylor está de volta ao país após uma vitoriosa turnê pelo Caribe. Eles se apresentaram em nada menos que 14 hotéis em dez ilhas da região, faturando alto e deixando, pelo que me informaram, não poucos corações partidos. Mé Periquito, o líder do grupo, me ligou para contar que trouxeram na bagagem muitas canções que fizeram na viagem e um novo ritmo, o babangulê, que pretendem apresentar em primeira mão na televisão, no programa dominical Fáustolo Giaquinto Show.

Quem está estreando na música é a estrela de novela Niva Betty Branford (a Neusinha Milonga de "Quá Quá Quá, Qué, Qué Qué"), que antes de ser atriz de sucesso foi cantora de boate em Porto Alegre. Convidada por Fernand Gravey, diretor artístico da gravadora Hit And Run, está terminando seu CD de estréia, cujo nome é ainda segredo de estado. Mas posso adiantar que o repertório é todo de lindas músicas "deprê", mas não de fossa profunda. Tem muita coisa "light" e romântica. A aposta de sucesso deste colunista é na belíssima "Vejo Amor Nas Profundezas do Meu Ser", por sinal, de autoria de Fernand Gravey. Boa sorte, Niva e Fernand, vocês merecem.