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Sexóloga
não
crê em cantada
irresistível
Por
Savério Mamzer
Mônica
Maria Freschezza, uma das mais conhecidas sexólogas e psicanalistas
brasileiras, está na cidade participando de um congresso
sobre comportamento sexual que reúne especialistas de todo
o país. Ontem, após abertura oficial do evento,
ela concedeu uma entrevista informal aos repórteres que
a procuraram.
O tema, entre outros, foi machismo e as cantadas, que o brasileiro
considera um dos seus maiores talentos na arte de conquistar as
mulheres.
Após enumerar um sem número de exemplos, que ela
catalogou com ajuda de depoimentos de suas pacientes, Freschezza
afirmou que não acredita na chamada cantada irresistível.
"Isso é bobagem", diz, "que só existe
na imaginação de conquistadores baratos. Digna daquele
troglodita anônimo que disse uma vez que não há
mulher fiel, mas sim mulher malcantada".
A sexóloga tem vários exemplos de cantadas, "uma
delas a de uma paciente, muito bonita por sinal, mas bastante
insegura, que me contou que se sentia profundamente decepcionada
quando passava na frente de uma obra e os operários não
lhe dirigiam gracejos ou mesmo insultos". Outra confessou
que mal conseguia resistir a um beijo à distância,
daqueles em que o homem faz beicinho para ela. "Tenho que
me segurar para não cair nos braços dele",
a moça me disse. "Felizmente, não há
muitos homens ousados assim". Uma terceira, relata Freschezza,
garantiu que seu fraco eram cantadas pornográficas. "Quanto
mais cabeludas, mais chances de me derreter e me entregar".
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