Ionisvaldo
Cabrita Lima, profícuo poeta, esteve no programa de rádio
"Ler, Ouvir e Pensar", onde revelou seu pessimismo
sobre o futuro dos versos.Acredita que desaparecerão
da face da Terra, porque "não vão fazer sentido
numa geringonça como o e-livro". Além do
mais, argumenta, "dizer poemas para platéias cada
vez mais minguadas virou coisa de veado. Se os velhos gregos,
ou mesmo Rimbaud, pudessem nos conhecer, teriam pena do que
veriam e ouviriam por aqui", profetiza Lima. Seus poemas
de estréia, no livro "Macacheiros", foram vertidos
para o francês, sob o título "Peau Douce",
e venderam 2 mil exemplares em 1949.
Finalmente
na semana que vem vai acontecer a festa de autógrafos
do economista, escritor e dublê de homem da noite Verinaldo
Gentilhome com seu livro "Microdia, Macronoite". Como
indica o título, os autógrafos vão acontecer
em duas etapas, às 8 horas da manhã e às
24h45, na Livraria Rindfleisch, que certamente receberá
uma legião de admiradores de Gentilhome. Já lemos
os originais do livro, obra de fôlego e ousadia, em que
o autor, um dos mais brilhantes intelectuais latino-americanos
na área financeira e política, lança a
tese de que a noite pesa mais na economia brasileira que o dia.
A nossa
Esmeralda O'Hara, cujo folhetim "As Ondas Revoltas do Amor",
o primeiro romance de sexo da Internet, vem sendo publicado
em capítulos neste jornal, com extraordinário
sucesso, está de viagem para o exterior. De origem guatemalteca
e irlandesa(seu nome, segundo explica, foi uma homenagem dos
pais ao filme "O Corcunda de Notre Dame", versão
de 1939), ela vai em busca de dados e inspiração
para seu próximo romance(que poderá se chamar
"Amor e Sexo Globalizados"). A viagem, que deve durar
dois anos, abrangerá nada menos que 14 países,
entre eles, Luxemburgo, Nicarágua, Nepal, Irlanda, Paraguai
e Bangladesh.