"Top, Top, Up, Up"

Não sei quanto à galera da coluna, mas "to me" o melhor, o "best of best" CD do ano até agora é o do muito "nuvem 500" grupo neozelandês Young and Crude, modestamente intitulado "We". Formado por três guitarras "divines", baixo, bateria e uma flauta doce simplesmente "up in the sky", o conjunto optou por tocar de tudo, sem preconceitos nem fronteiras musicais. O resultado é, como diz meu amigo rapper EarPollution, com a sabedoria de sempre: "top, top, up, up".

Gabe Pussy, líder do grupo, em entrevista ao mostest magazine "MusicDung", contou que eles passaram seis meses freqüentando tudo quanto foi clube noturno, ouvindo atentamente o repertório desses novos "gods" da musica, os DJs, para se inspirar e realizar este "immense" CD, que há várias semanas está entre os "best sellers" em Sevilha, Bangladesh, San Juan, Malmoe, Guadalajara e Quebec.

Pussy conta que, depois de beber na fonte dos DJs, a inspiração subitamente tomou conta de todos e o resto foi fácil: "Fizemos as músicas e as letras das 19 faixas, gravamos e lançamos o CD em apenas uma semana. Creio que é um recorde mundial para conjuntos de rock".

Difícil, "very difficult" escolher a melhor música. Mas com o coração dividido, fico com a explosiva "Techno House, Acid House", uma "really" orgia de talento. Quase empatada, surge outra "jewell" do rock de vanguarda, a faixa 4, "Deep in the Garage and in the Heart of Texas", mix sensacional de "deep house", "big beat", "gabba", "trip hop" e "trance".

Uma curiosidade para quem tem bom gosto e ouvido afiado: prestem muita atenção na faixa "Auckland is not Falkland". O baterista Zevi Maori, que há 25 anos esteve no Brasil, faz simpática homenagem a nossos ritmos com algumas batidas do que ele chama de "sambango", mistura de batucada e tango. Santa "inspiration" desses gênios do rock!!! Claro que é um "must"!