Do sigilo bancário ao tapetão

"Corrupção e escândalos sempre houve por aqui, principalmente junto ao Poder. Não sei por que tanta agitação sobre isso. Não se esqueça que o Brasil e sua população cresceram muito nos últimos anos. É claro que a corrupção teria de crescer também" - Senador Jomélio Arcanjo, cuja quebra de sigilo bancário foi decretada anteontem.

"Índio quer agito" - Paulinho Romélio Caramuru, filho do cacique Tuximarrã Namarra, explicando por que gritava e torcia tanto durante confronto entre índios e a polícia em Brasília

"Tudo o que meu dinheiro pode comprar" - A socialite americana Gina Pussy Cameron, famosa pelos escândalos sexuais e bebedeiras, ora em visita ao Brasil, ao sair da boate "That Way", acompanhada de Roar, seu tigre de estimação, cinco guarda-costas, três adolescentes e cinco rapazes de cabeça raspada, para os repórteres que a aguardavam e lhe perguntaram o que iria fazer com tanta gente.

"Nos bons tempos, quando a gente queria saber o que havia de reserva para ser publicado, perguntava: "o que temos de gaveta?" Hoje, com o jugo dos computadores, a pergunta mudou para "o que temos de bytes?" - O veterano e conhecido jornalista Ranulfo Gotardo, que até se aposentar, a semana passada, recusou-se a usar computador na redação.

"Vai depender da reação do governo. Se for positivo, faremos negócio. Caso contrário, não." O ex-ministro Ruy Chigas Badaró, agora consultor do grupo americano Acquisition Unlimited, sobre a compra da estatal Além Horizonte.

"Estou chocada. Isso não devia vazar pra imprensa."
Valeriana Stuart, a Scarlett Dourado, da telenovela "Sim Para o Amor, Não Para o Ódio", sobre as notícias da sua operação de emergência após implante errado de silicone na nádega esquerda.

"Alguém no tapetão, na gaveta e dentro do cofre levou o dele e não sobrou nada para nós."
Waldomiro Gareva, o craque Pimbinha, do clube Esporte Fubol, após o pênalti mais do que discutível que derrotou seu time na final do campeonato da terceira divisão.