Ídolos de barro e uma revelação

A cultura brasileira está em festa com o relançamento, pela editora alemã Künstlichbuch, da obra completa do poeta setecentista húngaro Leves Savanyú Matsuschek. São 14 volumes luminosos, tanto no conteúdo quanto na forma. Para o crítico literário guatemalteco Damian Laburrido Peña, a poesia de Leves está entre os ápices da cultura ocidental, "superior mesmo à obra de Dante e Camões". Quem disse que brasileiro só se interessa por amenidades?

Só faltava essa agora! Dois dos meus ídolos supremos, Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald, tornaram-se ícones de barro da noite para o dia, graças a um acadêmico americano (sempre eles! Por que não deixam a literatura em paz e ficam confinados em suas universidades?!), chamado(não divulgarei o nome, como represália). Ele garante que eram sadomasoquistas e que a amizade entre os dois baseava-se em vontade mútua de autodestruição. Como exemplo, afirma que entre os mais estranhos prazeres a que se dedicavam, além da bebida em excesso, era assistir, por várias vezes, aos filmes baseados em seus livros.

Maricinha Vera Baluarte, eleita a "escritora estreante do ano de 86", autêntica revelação de contista, lança amanhã na Livraria Soul da Terra seu segundo livro, "Atalho Para as Trevas do Meu Coração". Considerada pelo crítico alemão Gerd Bratfisch como uma "mistura de Maupassant, Machado e Blumenkohl", a premiada escritora já teve seu primeiro livro, "Meus e Maus Pensamentos", traduzido em quatro países. A propósito, um furo da coluna: Maricinha está terminando "Mais Meus e Maus Pensamentos".