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Vereador
não teme a lei
e diz que mantém ajuda
Por
Waldyro Astolfo Nader
A
Lei 9.840, que prevê a cassação do registro
do candidato se for comprovada a compra de voto, não assusta
o vereador Deoclécio Manoel Tibiriçá, mais
conhecido como Maneco Pasteleiro. Sem partido, após passar
por cinco deles, busca a reeleição e garante que
não tem medo da lei porque não se aplica a ele e
não está fazendo nada ilegal.
De
origem humilde, Deóclécio tem seu reduto político
na Vila Canovinha, zona leste, onde começou vendendo pastel
de porta em porta. Bastante popular na região, foi eleito
vereador em 76 e em menos de um ano ficou rico espalhando suas
bancas de pastéis por feiras de vários bairros.
"Nunca
comprei voto", ele garante, "mas ajudo meus eleitores,
a maioria gente humilde, distribuindo bonés, chaveiros,
pentes e outras coisas, para que se lembrem de mim na eleição.
Isso é crime?"
Acusações
A
lei é omissa em muitos casos, permitindo ao candidato oferecer
ao eleitor pequenos objetos, mas pode puni-lo com a cassação
do registro se distribuir remédios, dentaduras ou tíquetes
de alimentação, por exemplo.
Deoclécio afirma que não está enquadrado
em nenhum dos exemplos, depois que um jornal do bairro, de propriedade
do também candidato a vereador Silas José Krysa
o acusou de oferecer alimentos aos eleitores.
"Não
passa de calúnia desse canalha do Krysa", desabafa
Deoclécio. "Tudo o que eu faço é distribuir
permanentes aos amigos e correligionários para comer de
graça pastéis nas minhas barracas. O resto é
invenção de um cara sem moral que já percebeu
que vai ser derrotado na eleição. Ele sim deve ter
o registro cassado. Tenho provas que anda distribuindo pro eleitor
mantimento, dentadura, um pé de sapato, o outro depois
de eleito, sopa dos pobres, camisinhas e até mulheres da
vida".
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