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Tumulto
e feridos em
baile punk na periferia
Por
Ricardo Asino
Um
tumulto que durou mais de duas horas e deixou 26 pessoas feridas,
além de quase destruir o salão El Cubanito, na Vila
dos Bosques, zona norte, movimentou 60 policiais e só foi
contido com a chegada da tropa de choque. Agnaldo Malchuguer,
de 38 anos, foi apontado pelo grupo punk Lágrimas e Sangue
como o causador de toda a confusão. Ele teria irrompido
no salão com seus amigos, conhecidos no bairro como Os
Topetes, e insultado o chefe do grupo rival, José Evangelista
Silva, o "Punker", que reagiu e em segundos começou
uma briga seguida de tumulto generalizado. Agnaldo , que é
professor de inglês num cursinho do bairro e presidente
do Fã Clube Agnaldo Fayol, nega a acusação.
"Nós entramos no salão, com aquela zoeira infernal,
que atormenta a vizinhança há dois meses, e ficamos
só assistindo", explicou. "Aí, um desses
selvagens punks se aproximou e passou a mão no meu cabelo,
agressivamente. Eu o empurrei e soltei um trocadilho em inglês:
Funk you. O chefe dele estava perto, não gostou do gesto
que eu fiz e já veio me agredindo. É um ignorante,
mal sabe português, imagine se ia entender inglês",
desabafou Agnaldo.
Ele, Punker e mais 46 membros dos dois grupos prestaram depoimento
na delegacia e foram liberados em seguida. Os feridos, todos sem
gravidade, foram atendidos no pronto-socorro do bairro. Apesar
da confusão e dos prejuízos, o dono do salão,
o vereador Deusvenir Caribó, conhecido na região
como Zé do Chimarrão, estava feliz com a promoção
que sua casa conseguiu e disse que vai propor a paz entre os grupos
rivais numa festa a semana que vem, que terá como convidado
de honra o cantor Agnaldo Fayol.
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